Seleção brasileira errou mais do que as donas da casa, mas foi melhor no bloqueio na semifinal do torneio

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A seleção brasileira sofreu, errou mais, mas conseguiu vencer o Japão de virada para ficar com a vaga na final do Campeonato Mundial feminino de vôlei. O time de Zé Roberto fez 3 sets a 2 contra as donas da casa, com parciais de 22/25, 33/35, 25/22, 25/22 e 15/11. Neste domingo, o Brasil disputa a medalha de ouro contra a Rússia, atual campeã, na reedição da final de 2006, a partir das 8h30 (horário de Brasília).

O jogo foi bastante equilibrado e nervoso do começo ao fim nesta manhã em Tóquio. As japonesas horaram a fama de time de defesa, com o fundo de quadra segurando diversos ataques do Brasil. Além de defender, a bola voltava fácil para que a experiente levantadora Takeshita armasse os contra-ataques. Do lado brasileiro, também boas defesas, mas muitos erros. A seleção, por exemplo, perdeu nove chances de fechar o segundo set, que acabou em 35 a 33 e o foi o mais longo do torneio. Até esse momento, o Brasil tinha o triplo de falhas das japonesas (18 a 6). Ao final do jogo, o "placar" de erros foi 34 a 20 para o Brasil.

E as japonesas, mais baixas, usaram muito a mão do bloqueio nacional para explorar p bloqueio e pontuar. O jogo começou a mudar com a entrada de Sassá, no terceiro set, no lugar de Jaqueline. A nova ponteira melhorou a defesa do Brasil e mudou o ritmo dos ataques, colocando bolas no chão. Além disso, a capitã Fabiana assumiu a responsabilidade e chamou o jogo. Pontuando no bloqueio e no ataque, a central passou a vibrar mais e mudou o ânimo do Brasil em quadra.

Do outro lado, o Japão sentiu a pressão e passou a errar no começo do tie-break. E se o Brasil falhava nas finalizações, se segurava no bloqueio. Foram três pontos seguidos no set decisivo, a melhor parcial das brasileiras na partida. No total, a seleção fez 21 pontos de bloqueio. As japonesas marcaram apenas sete.

Divulgação
Levantadora Fabíola vibra com vitória do Brasil na semifinal do Mundial

A maior pontuadora foi a japonesa Yukiko Ebata, com 29 bolas no chão (28 no ataque e um ace). Do lado brasileiro, Sheilla e Natália foram as que mais acertaram. A oposta marcou 25 pontos (19 no ataque e seis no bloqueio), enquanto a ponteira fez 23 pontos (20 no ataque, dois no bloqueio e um ace).

O jogo
A seleção brasileira saiu na frente, com uma jogada de meio com Thaísa e três ataques de Natália (4 a 2). Mas o Japão logo empatou (4 a 4), aproveitando-se dos erros de recepção da equipe brasileira. No saque de Ebata e novo erro de recepção, as anfitriãs passaram e chegaram ao primeiro tempo técnico com 8 a 7 no placar. O Brasil recuperou a liderança no ace de Thaísa (10 a 9).

O jogo seguiu muito equilibrado e o Japão abriu, pela primeira vez, dois pontos no 15 a 13, com um saque errado de Fabiana e um erro de ataque de Jaqueline. O time brasileiro buscou de novo e, depois estar atrás no segundo tempo (16 a 15), ultrapassou com ataque de Sheilla depois de um belo rali (18 a 17).

Com muito volume de jogo e contra-ataques desperdiçados do Brasil, o Japão se manteve firme na parcial e logo voltou à frente, com bloqueio da central Ai na capitã Fabiana. No erro de levantamento de Fabíola, as asiáticas chegaram ao set point. Zé Roberto pediu tempo, teve uma conversa particular com a levantadora, mas não deu. Thaísa ainda acertou uma bola de cheque, mas no erro de Sassá pelo meio fundo, que havia acabado de entrar na partida, o Japão fechou em 25 a 22.

As belas defesas seguiram na segunda parcial e o Japão abriu dois pontos com ace de Inoue e um ponto depois de três defesas em três ataques de Natália (5 a 3). Com Fabiana pelo meio e no bloqueio, o Brasil empatou em 7 a 7, mas na largada de segunda da experiente levantadora Takeshita, as japonesas chegaram à frente na primeira parada técnica (8 a 7). Na sequência, o Brasil se impôs. A seleção marcou pelo meio com Thaísa e fez três bloqueios seguidos, abrindo 11 a 8.

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Seleção japonesa defendeu diversas bolas na partida contra o Brasil

Entretanto, em um novo momento de desatenção, com erro de Thaísa no meio e falhas na recepção, a seleção nipônica virou em 13 a 12. A resposta veio com Natália no ataque, em uma das poucas vezes que a bola foi cravada na quadra japonesa (14 a 13). A seleção seguiu na frente e abriu um pouco com outro ponto de bloqueio (20 a 18). Mas o Japão ainda estava forte e usando ataques curtos e defendendo muito, passou novamente (22 a 21).

Mas quem chegou ao primeiro set point foi o Brasil, no 24 a 23 com belo saque de Sheilla e bloqueio de Fabiana. A partir daí, equilíbrio total. A seleção brasileira melhorou no passe e acertou os ataques. Do outro lado, as japonesas seguiram vivam com lindas defesas. O time nacional seguiu à frente até o 31 a 30, depois de um ataque de Natália. O Japão virou no 32 a 31 e fechou com ataque explorando o bloqueio nacional, em 35 a 33, no set mais longo da história do Mundial.

O jogo seguiu depois de uma parada de 10 minutos. O ritmo continuou o mesmo, com bastante equilíbrio. Ainda no começo da parcial, a líbero Fabi conseguiu salvar uma bola com uma bicicleta, mas foi ponto do Japão. As asiáticas saíram atrás, mas com precisão no contra-ataque e conhecido volume na defesa, elas abriram 6 a 4. O Brasil empatou em um ace de Fabiana que ainda bateu na rede e silenciou o ginásio (6 a 6). Mas o Japão chegou ao tempo na frente (8 a 7).

Zé Roberto colocou Sassá no lugar de Jaqueline e a mudança deu certo. Com uma largada da nova ponteira, o Brasil abriu 14 a 12. Mas, como em todo jogo, logo o Japão voltou a liderar e foi para o segundo tempo na frente (16 a 15). Mas o momento era de Sassá, que variou o ataque e conseguiu colocar a bola no chão. Com três pontos da atleta, o Brasil reagiu a abriu 19 a 17 e, dessa vez, segurou a liderança. Depois de três ataques de meio, propiciados com a melhora no passe com a entrada de Sassá, e muita vibração da central a capitã Fabiana, o Brasil fechou em 25 a 22.

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Thaísa se esforça para recuperar bola para o Brasil na semifinal do Mundial

No quarto set, Sassá continuou em quadra do lado brasileiro e pontuando no ataque. O seu primeiro erro foi em uma bola duvidosa que o árbitro marcou como ataque para a fora no 6 a 6. O Brasil foi para o tempo na frente, com 8 a 7 depois de um belo levantamento de Fabíola e definição pelo meio. E equilíbrio era o sinônimo do jogo. O Japão passou de novo no erro de Natália e com uma bola de cheque (10 a 8).

O momento do jogo era de Fabiana. Com bloqueio da central, o Brasil não deixou o Japão escapar (10 a 11). Depois, ela largou para mais uma virada (13 a 12). E com presença no bloqueio e mais um ataque da central, o Brasil marcou 19 a 17. Com dois erros nacionais, o Japão iguala em 19 a 19. Já no ataque errado de Ai, o Brasil marcou 21 a 20. Depois, com dois bloqueios, a seleção chegou ao 24 a 22. E agora, sem dar chances, acabou com o set em um toque no fundo da levantadora Fabíola que quebrou a defesa asiática (25 a 22).

A semifinal seria decidida no tie-break e, pela primeira vez na partida, as japonesas erraram finalizações. Com essas falhas e três bloqueios, o Brasil abriu 9 a 5. As donas da casa ainda se recuperaram e encostaram em 10 a 8. Mas o momento era mesmo brasileiro. Com duas pancadas, uma de Sheilla e outra de Natália, e um bloqueio de Fabíola, o time abriu 13 a 8. E com uma china de Fabiana, o Brasil fechou em 15 a 11 e garantiu a vaga na final.

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