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Vôlei
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Brasil luta contra o Brasil na Liga Mundial de vôlei

Seleção masculina busca o 10º título no torneio. A estreia será fora de casa, diante de Porto Rico, no dia 27

Aretha Martins, iG São Paulo |

Na temporada 2010, a seleção masculina de vôlei escreveu de vez seu nome na história da Liga Mundial. O time de Bernardinho conquistou o nono título, ultrapassou a Itália e se tornou a equipe com maior número de troféus no torneio. Nesta sexta-feira, o Brasil estreia na edição 2011 da Liga Mundial diante de Porto Rico, fora de casa, e agora luta apenas contra si na competição.

Divulgação
Giba é um dos maiores símbolos da geração brasileira que vem dominando a Liga
“Agora a situação mudou. A gente quer passar a gente mesmo”, brinca Giba. “Foram muitas Ligas olhando para a Itália. Primeiro era alcançar, depois, ultrapassar. Agora acabou a disputa. Agora eu quero ganhar porque é gostoso pra caramba”, afirma Murilo, eleito o melhor jogador em todos os torneios que jogou em 2010.

Já Bernardinho adota um discurso mais cauteloso. “Toda vez que você perde uma referência, tem como referência a si próprio. O importante é que a gente não deixe de buscar uma melhora, uma evolução. Mesmo tendo ganhado tanto, a gente não pode perder a sede daquele cara que ainda não ganhou nada”, analisa o técnico, que nesta temporada completa dez anos à frente da seleção masculina

O Brasil está no grupo A da Liga Mundial. Depois da estreia contra Porto Rico, nos dias 27 e 28, a equipe volta para casa e encara a Polônia, nos dias 4 e 5 de junho, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Em seguida, os Estados Unidos, nos dias 11 e 12 de junho, no Mineirinho, em Belo Horizonte. A seleção volta a encontrar Porto Rico nos dias 18 e 19, no Ibirapuera, em São Paulo. Por fim, segue para as partidas na casa de americanos e poloneses.

Segundo os brasileiros, o calendário deste ano deixou a competição menos desgastante. “Nos últimos anos, a gente fazia o último jogo da classificatória, por exemplo, em Fortaleza para depois jogar a final em Moscou. Era uma coisa louca. Neste ano ficou perfeito”, elogia Giba.

“O calendário não é dos piores, acho que ficou bem razoável. Mas eu confesso que a minha preocupação está muito mais na preparação, ou na falta de preparação, do que especificamente no calendário”, comenta Bernardinho.

O técnico teve menos de duas semanas para treinar com toda a equipe antes da estreia, já que os atletas ganharam alguns dias de folga depois das finais da Superliga e dos campeonatos europeus. “O trabalho foi muito curto, e começar uma Liga Mundial com tão pouca base é uma coisa complicada. Vamos ter que usar a experiência do grupo nesse pouco tempo para jogar contra Porto Rico. Depois, voltamos para três semanas no Brasil e encaramos adversários de alto nível, que vão complicar muito a nossa vida”, explica Bernardinho.

Com ou sem tempo para treinar, os jogadores sabem que serão o “alvo” nesta Liga Mundial, ainda mais depois de o Brasil ter se isolado no ranking de títulos. “Todo mundo se pergunta: ‘Como virá o Brasil? Será que vai ganhar de novo? Será que vai relaxar?’. Ficam sempre na expectativa, mas a gente não vai relaxar, não”, fala Murilo. 

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