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Vôlei
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Brasil encara Japão e torcida contra na semifinal do Mundial

A partida que decide uma das vagas na final será às 7h (horário de Brasília). Rússia e EUA duelam na outra semifinal

Aretha Martins, iG São Paulo |

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O técnico Zé Roberto Guimarães está em uma contagem dos passos que faltam para o Brasil no Campeonato Mundial feminino de vôlei. Segundo ele, faltam dois grandes passos para a seleção levar o inédito título mundial: a semifinal e a decisão. E o primeiro deles será na manhã deste sábado.

O Brasil, invicto na competição e líder da sua chave, enfrenta o Japão, dono da casa, na briga por um lugar na final às 7h (horário de Brasília). O iG acompanha a partida em tempo real. As brasileiras viverão uma situação diferente na partida. Acostumadas a contar com a torcida a seu favor e sair de quadras cheia de mimos e presentes, elas jogarão com o ginásio de Tóquio fazendo barulho pelas japonesas.

Empurrada pelos fãs, a seleção do Japão vem cumprindo o seu papel neste Mundial. O time chegou invicto à segunda fase e, na sequência, teve apenas duas derrotas: para China e Rússia, ambas por 3 sets a 1, avançando à semifinal com o segundo lugar do grupo. No retrospecto contra o Brasil, a vantagem é para o time de Zé Roberto com 62 vitórias em 96 partidas. Só nesta temporada foram sete duelos, com seis vitórias nacionais.

Tantos encontros fazem os times se conhecerem bem. José Roberto Guimarães, por exemplo, sabe que não deve se preocupar apenas com o fundo de quadra forte, característica dos times asiáticos. As japonesas melhoraram muito. O time sempre tem uma boa defesa, mas agora evoluiu no ataque, no bloqueio, no saque... Elas são velozes e contam com duas ótimas jogadoras que são Ebata e Saori, atletas que pontuam muito, analisa o técnico.

Divulgação
Saori é a principal atacante do Japão neste Campeonato Mundial

Saori, ao lado da levantadora Takeshita e da capitã Erika Araki, foi uma das peças chaves mantidas na equipe na renovação feita em 2009. Agora, ela é a segunda maior pontuadora do Mundial até o momento, de acordo com as estatísticas oficiais, com 187 bolas no chão e é a melhor no saque, com 18 aces. Já Kaori Inoue, uma das gigantes do time com 1,82m enquanto a média do elenco é apenas 1,75m, é a segunda melhor bloqueadora da competição, um posto à frente da central e capitã brasileira Fabiana.

Grand Prix anima o Japão
Apesar de ter perdido todos os amistosos que disputou contra o Brasil no ano e um jogo na primeira fase no Grand Prix, a vitória por 3 sets a 2 na fase final do torneio anima o Japão no Mundial.

O ataque e o bloqueio das brasileiras são muito bons, mas no verão, vencemos em cinco sets. Agora eu quero focar em como podemos entrar no nosso ritmo. O primeiro set será a chave, afirma Masayoshi Manabe, técnico do time nipônico, que terminou o Grand Prix 2010 em quinto lugar. Contra o líder do ranking eu espero que possamos jogador o nosso melhor, assim como temos feito contra qualquer outro time (no Mundial), completa Manabe.

Do lado brasileiro, ordem é ter calma. Elas são velozes e têm um excelente volume de jogo. Defendem muito e a bola demora a cair. Teremos que ter paciência e atenção para enfrentál-las, diz a ponteira Jaqueline.

Divulgação
Brasil conta com Jaqueline e Natália para defender e também mostrar volume de jogo contra o Japão

Rússia busca o bi
Na outra semifinal, o confronto é entre Rússia e Estados Unidos. As europeias, atuais campeãs com vitória no tie-break sobre o Brasil em 2006, ainda não perderam neste Mundial e são apontadas como favoritas ao bicampeonato. Elas contam com Tatiana Kosheleva, a líder das atacantes, e Ekaterina Gamova, a terceira na lista de destaques individuais até aqui.

Já os Estados Unidos avançaram com o segundo lugar no grupo do Brasil e já tiveram duas derrotas no torneio: para a Itália e para as brasileiras.

Apesar do favoritismo russo, nos encontros recentes, a vantagem é norte-americana, com cinco vitórias nos últimos seis jogos. No total, são 17 triunfos para os Estados Unidos em 28 partidas. E o confronto da madrugada de sábado será uma reedição da semifinal do Mundial de 2002. Na ocasião, os Estados Unidos venceram, mas foram derrotados pela Itália na final.

Rússia e Estados Unidos entram em quadra às 4h (horário de Brasília), deste sábado. A final e a disputa pela medalha de bronze do Mundial serão no domingo.

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