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Técnico da seleção masculina relembrou episódio no Mundial em que perder era melhor do que ganhar, por conta do mal formulado regulamento da competição disputada na Itália

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A derrota para a Bulgária no Mundial ainda tira o sono de Bernardinho. O técnico da seleção brasileira admitiu à Revista Alfa, em edição que irá às bancas na próxima semana, que não se orgulha pelo caminho tomado a partir daquela partida, em que perder era melhor do que ganhar, por conta do mal formulado regulamento da competição disputada na Itália.

"A gente tinha de tomar um caminho. Mas é um caminho que eu nunca quero tomar de novo", disse o treinador, ao acrescentar que até se escondeu do próprio pai por estar envergonhado. "Eu queria pedir desculpas às pessoas. Se você me perguntar se eu me orgulho, eu digo: 'De forma nenhuma'. Vai contra tudo aquilo que eu sempre preguei, os princípios em que acredito".

Caso o Brasil tivesse vencido os búlgaros, a delegação teria que viajar a Florença no dia seguinte. Com o revés por 3 sets a 0, jogando com um time reserva, a seleção disputou todos os jogos seguintes em Roma, inclusive a final, quando derrotou Cuba e foi tricampeão mundial.

A declaração para a publicação vai de encontro ao que Bernardinho havia dito depois do jogo. Irritado, o comandante da seleção ressaltou que a Bulgária também não estava completa e criticou os "moralistas" que estavam criticando sua decisão de poupar os principais atletas.

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