Publicidade
Publicidade - Super banner
Vôlei
enhanced by Google
 

Bernardinho critica FIVB e define polêmica do Mundial como clássica da autofagia brasileira

Treinador voltou a falar sobre derrota por 3 a 0 para a Bulgária na segunda fase da competição e citou regulamento e imprensa como responsáveis por repercussão negativa

iG São Paulo |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=esporte%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237882365428&_c_=MiGComponente_C

Tricampeã do Campeonato Mundial na Itália em setembro, a seleção brasileira deixou a competição com a imagem arranhada. A derrota por 3 a 0 para a Bulgária na segunda fase, que colocou o time de Bernardinho em caminho mais fácil rumo à conquista, para sempre irá gerar polêmicas. Para o treinador, porém, a culpa por isso não é dele ou dos atletas, mas da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e da clássica autofagia do povo brasileiro.

A vitória do Brasil não interessava a todos. A frase é do próprio presidente da FIVB (Jizhong Wei), que disse que a hegemonia do Brasil não faz bem ao voleibol mundial. Isso demonstra uma clara tendência a se evitar que os brasileiros continuem ganhando, afirmou o Bernardinho em entrevista à Gazeta Esportiva. Foi uma declaração no mínimo infeliz porque, se existe uma hegemonia, é porque você tem trabalhado e conseguido aquilo, muitas vezes por diferenças mínimas. Não se pode contestar isso. Os fatos aconteceram na quadra, sempre.

Divulgação
Para Bernardinho, hegemonia brasileira no vôlei incomoda Federação Internacional

Na visão do técnico brasileiro, o regulamento do Mundial favorecia o time italiano e chegou um momento na segunda fase em que uma eventual derrota seria mais benéfica do que a vitória. Tanto isso é verdade, que a própria equipe da Bulgária entrou com jogadores reservas em quadra, mas foi menos eficiente na hora de perder a partida.

Alimentaram demais [a polêmica]. Isso é bastante clássico dessa autofagia dos brasileiros, analisou Bernardinho. Autofagia é o ato de o homem ou o animal nutrir-se da própria carne, segundo definição do dicionário Houaiss. No contexto utilizado pelo treinador, seria uma forma de autodepreciação, autodestruição. Muitos jornalistas brasileiros entraram na pilha dos italianos, que estavam desagradados com a ideia de que pegaríamos a Itália em algum momento pelo caminho. Houve muitos julgamentos indevidos porque não sabiam exatamente o que estava acontecendo. O regulamento que te leva a pensar qualquer coisa desse tipo ou a viver esse dilema é um regulamento esdrúxulo.

Bernardinho explicou também que as tentativas de prejudicar o time brasileiro não ficaram somente no regulamento. Em Roma, tivemos que malhar na academia do Paulão, que fez dupla de vôlei de praia com o Paulo Emílio, porque vetaram nossa ida à academia, disse o treinador. Na coletiva de imprensa depois do título, um jornalista falou Nós tentamos de tudo para desestabilizar vocês e não conseguimos e a FIVB, de certa forma, lavou as mãos, deixou a coisa rolar.

Perguntado se a hegemonia do Brasil, mantida também com a vitória na Liga Mundial, iria piorar ainda mais as polêmicas da seleção com a FIVB, Bernardinho se mostrou despreocupado. Quem sabe isso não dê forças para a gente lutar ainda mais? Se acontecer de novo e for uma tentativa clara de evitar que a gente chegue por meios não-técnicos, vamos usar como motivação, falou.

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG