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Após morte de Bovolenta, Itália cria fundo e revive problema salarial

Presidente de ex-time do central, Claudio Sciurpa divulgou carta dizendo que gostaria de acertar os pagamentos atrasados

iG São Paulo |

Reprodução
Caixão de Bovolenta foi carregado por ex-companheiros e campeões italianos
A morte do medalhista olímpico italiano Vigor Bovolenta em quadra no sábado mobilizou diversos jogadores brasileiros, que mandaram mensagens de luto e apoio à família do jogador, e também causou revolta. Bovolenta ainda não tinha recebido todo o valor de seu contrato de quando defendeu as cores do Peruggia e, após a sua morte, a equipe parece ter decidido acertar a dívida.

Leia também: Após autópsia em corpo de Bovolenta, médico mantém cautela

Claudio Sciurpa, presidente do time, divulgou uma carta de pesar nesta semana dirigida a Eugene Gollini, procurador de Bovolenta. Na publicação, Sciurpa disse que o que aconteceu "deixa todos chocados e perplexos com os valores da vida, que são como pluma que paira no ar e pode cair a qualquer momento" e também afirmou querer resolver as questões salariais para "atender às necessidades da família".

Leia ainda: Ex-companheiros e campeões levam caixão de Bovolenta

Bovolenta já havia entrado na Justiça contra o antigo clube. A repercussão entre os ex-companheiros do central não foi boa. "Somente após a morte de meu amigo Bovolenta, é que o seu ex-clube resolveu pagar o que devia. Engraçado, o tal sujeito que devia será que ficou sensibilizado agora?", postou João Paulo Bravo, ponteiro da seleção brasileira e que já jogou com Bovolenta, em sua página no Twitter na manhã de quarta-feira.

Na Itália, o voleibol não é considerado uma profissão e atletas já tentaram organizar um sindicato para reinvindicar seus direitos com os clubes.

Divulgação
Torcida faz homenagens a Bovolenta durante Campeonato Italiano de vôlei

A liga que coordena os campeonatos italianos também divulgou nesta semana um comunicado dizendo que estuda criar um fundo de solidariedade aos jogadores. Bovolenta era casado e pai de quatro filhos.

"Todos nós devemos assumir a responsabilidade por ações concretas com o objetivo de sustentar uma família que dependia inteiramente por aqueles que agora não está mais lá, mas também para ajudar que, no futuro, pode enfrentar tragédias semelhantes", comentou Diego Mosna, presidente da entidade.

De acordo com o brasileiro Felipe Banderó, oposto que atua no Tonno Callipo de Vibo Valentia, já está sendo arrecadado 1500 euros por equipe para ajudar a família de Bovolenta.

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