Brasileiros foram recepcionados com uma 'chuva' de laranjas em Roma, por causa do asilo político concedido a Cesare Battisti

Alison ataca em jogo polêmico disputado na Itália
Divulgação/CBV
Alison ataca em jogo polêmico disputado na Itália
Os impasses entre os governos brasileiro e italiano refletiram nas areias. A dupla verde-amarela de vôlei de praia, formada por Alison e Emanuel, foi vítima, nesta quarta-feira, de protestos de italianos contrários à decisão do Brasil, que resolver dar asilo político a Cesare Battisti. A torcida jogou laranjas na quadra em que estavam os brasileiros.

Condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas, as autoridades do país almejam a extradição do homicida. Já a diplomacia nacional recusou e, além disso, deu direito à liberdade - no último dia 8, em uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro - ao ex-ativista, que mora atualmente em São Paulo.

Principal dupla brasileira da atualidade, Alison/Emanuel entrou em quadra para jogar contra a dupla Soderberg/Hoyer, da Dinamarca. Foi então que eles receberam uma 'chuva' de laranjas. Porém, apesar do contratempo, a parceria somou dois triunfos nesta quarta-feira, em partidas válidas pela etapa de Roma do Circuito Mundial. A parceria está, inclusive, invicta e perto da fase seguinte. O próximo compromisso será nesta quinta-feira, contra os ucranianos Babich e Ioshier.

E o curioso é que, no mesmo dia, A FIVB (Federação Internacional de Vôleibol) anunciou o lançamento da homenagem 'FIVB Heroes', uma campanha que dará uma estátua para o brasileiro Emanuel. A ideia é valorizar os 'heróis' do vôlei de praia, nas categorias masculino e feminino. A entidade elegeu Kerry Walsh (EUA), bicampeã dos Jogos Olímpicos (Atenas-2004 e Pequim-2008), para representar as mulheres.

Walsh e Emanuel vão 'ganhar' estátuas de cinco metros de altura que ficarão expostas em pontos turísticos de Roma até a próxima sexta-feira e, durante o final de semana, serão levados ao complexo da etapa. A cerimônia será no Coliseu, a partir das 5h (Brasília), e alegrou o experiente atleta brasileiro.

"Quando me falaram sobre a homenagem, não sabia o que dizer, nunca imaginei ter uma estátua minha. É uma honra, ainda mais em um evento grandioso como o Campeonato Mundial, em Roma, uma cidade com tanta história. É uma emoção diferente, vi uma foto da estátua ainda sendo produzida ainda sem estar pintada, mas já deu para ver que está muito bonita", comentou o paraense Emanuel, bicampeão da etapa romana do Circuito (1999 e 2003).

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