Publicidade
Publicidade - Super banner
Vôlei
enhanced by Google
 

"Aceito" após assumir ser gay, central Michael revela caso com prostituta

Central do Vôlei Futuro dá depoimento a livro e diz que não quer ser bandeira na luta contra a homofobia

iG São Paulo |

As ofensas contra sua opção sexual feitas pela torcida do Sada/Cruzeiro, em 2011, já são página virada na vida do central Michael, do Vôlei Futuro. Em relato ao livro "Toda maneira de amor vale a aena - 20 histórias de quem venceu o preconceito", o atleta diz que saiu fortalecido do episódio e revelou até mesmo que tentou se relacionar com mulheres - o que acabou rendendo uma história bem engraçada, ocorrida em uma casa de prostituição.

Deixe o seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Divulgação
Michael (centro) foi apoiado pelos colegas
“Logo que a gente chegou ao quarto, perguntei à mulher se ela poderia colocar um filme pornô para ver se eu sentiria alguma coisa. Eu só ficava pensando: ‘Como vou fazer esse negócio?’ Excitado eu não fiquei, não, mas rolou mais ou menos. Lembro que, quando acabou, ela me perguntou: ‘Por que você me empurrou?’ Eu tinha empurrado e nem percebi. Hoje, conto essa história para meus amigos e eles rolam de rir”, relatou o jogador. O fato ocorreu quando ele ainda não havia assumido ser homossexual, o que acabou acontecendo publicamente após um episódio deplorável.

AO iG: Michael assume homossexualidade e relata ofensas "abomináveis"

Durante partida do Vôlei Futuro contra o Sada/Cruzeiro, a torcida da equipe mineira xingava o jogador de "bicha" a cada toque na bola ou saque. Um dia após o duelo, deu entrevista ao iG e disse ser mesmo gay . Ele afirma que a revelação em público sobre sua sexualidade tirou pressões e aumentou o respeito da torcida do Vôlei Futuro.

Divulgação
Michael (dir.) conversa com o treinador do Vôlei Futuro, César Douglas. Time fez campanha contra homofobia
“As pessoas me cumprimentaram, disseram que tive muita coragem de ir à televisão. Jamais tive problema com isso e nunca falei nada antes porque não era necessário. É só olhar para mim e ver que sou gay. Todo mundo que me conhece, no vôlei, já sabia. Só resolvi falar porque foi realmente chato", afirmou. À época, O Vôlei Futuro o apoiou e fez campanhas contra o preconceito , inclusive criando um uniforme multicolorido , como marca da diversidade.

RELEMBRE: Com "festa rosa", Vôlei Futuro vence Cruzeiro e exalta Michael

Apesar de toda a repercussão do caso, porém, o jogador rejeita aproveitar a fama para ser um defensor da luta contra a homofobia, apesar dos pedidos. Ele evita estrelar eventos voltados ao público GLS e acrescenta que pretende apenas ter uma vida tranquila, ao lado de parentes e amigos, que o ajudar a vencer a luta contra o preconceito.

Leia tudo sobre: Vôlei FuturoMichael

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG