Superliga 2013/2014 conta com 19 atletas estrangeiros. Veja quem são eles na galeria de fotos e conheça suas histórias

Calor e um clima de verão boa parte do ano. Churrasco, açaí e pão de queijo. Técnicos campeões olímpicos e mundiais e um dos campeonatos mais disputados do mundo. Esta é a lista de atrativos que conquistou estrangeiros e os mantém por aqui para disputar a Superliga 2013/2014.

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Nesta temporada, o campeonato nacional conta com 19 atletas “importados” e entre eles estão fortes candidatas à musa, como a argentina Yael Castiglione ou a norte-americana Alaina Bergsma, e veteranos que já foram pedra no sapato da seleção, como o experiente cubano Dennis, astro da equipe de seu país no final dos anos 90 e começo de 2000. Veja quem são esses estrangeiros e algumas de suas histórias.


Zé Roberto e Bernardinho fazem diferença

Estrangeiros são unânimes ao falar da qualidade da Superliga e apontar isso como fator determinante para a mudança de país. Alguns foram seduzidos especificamente pelo técnico com quem iriam trabalhar. “Meu empresário disse que estavam interessados em mim e eu achei um milagre. É até difícil explicar porque eu não imaginava vir e jogar aqui. E acho que uma das principais razões por ter vindo foi o Bernardinho. Acho que ele é o melhor técnico”, derrete-se Brankica Mihajlovic , sérvia contratada pela Unilever.

José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico, também teve seu peso no negócio do Vôlei Amil com a norte-americana Kristin Richards. “Zé Roberto falou com meu agente e disse que achava que eu era uma boa jogadora e que queria me treinar. Quando soube disso, que ele estava interessado, a minha decisão já foi tomada”, conta a ponteira. “Vi que era uma grande oportunidade jogar aqui no Brasil”, resume Kristin. “Aqui posso progredir e jogar com vôlei melhor”, completa Brankica.

Praia e verão sem fim

Yael é da argentina e depois de já ter jogado na Europa, comemora por morar no calor do Maranhão
Reprodução/Facebook
Yael é da argentina e depois de já ter jogado na Europa, comemora por morar no calor do Maranhão

Entre os estrangeiros, Lynda Morales, de Porto Rico é a exceção e joga pela primeira vez fora do seu país. Os outros já têm passagens pela Europa e agradecem o clima brasileiro. “Adoro praia e calor, ainda mais depois de jogar oito anos no duro inverno europeu”, fala a argentina Yael Castiglione, que defende o Maranhão vôlei. A norte-americana do Amil, apesar de morar em Campinas, que não é no litoral, concorda. “Sou californiana. Sou uma garota da praia e do verão e estou adorando isso aqui”, afirma Kristin.

Quem também mora longe da praia, mas aprova o calor é Filip, tcheco que defende o Vivo/Minas e está na terceira temporada do Brasil. “A temperatura por aqui é muito boa e quase todos os dias têm sol. Parece sempre verão. E minha namorada, como toda mulher, gosta de sol e tudo isso, e gosta muito de vir para cá”, revela o oposto. A sua amada mora na Republica Tcheca e no ano passado conseguiu vir duas vezes o Brasil.

Mas também há quem se preocupe com esse clima tropical. “Eu já fui à praia, mas não entrei no mar. E acho que o sol não gosta de mim. Se não tomar cuidado, eu fico rosa. Eu gosto de sol, mas só depois das seis da tarde”, brinca a sérvia.

Açaí, churrasco e pão de queijo

Os quitutes brasileiros também agradam. “Pão de queijo é tão delicioso! Também experimentei algumas bebidas e guaraná é minha nova bebida favorita. Além disso, amo café brasileiro”, revela Lynda Morales, do Minas.

Filip já entrou no clima nacional e é fã de um churrasco com os amigos de clube e de um fruta tipicamente brasileira. “Na Europa tem carne, mas aqui é muito melhor. E aqui tem o açaí, que eu adoro e não se acha lá fora”, conta o tcheco.

Português na prática

Se as estrangeiras tentam aprender português, Gabi se arrisca no inglês com as companheiras. Ela já é a mais próxima de Brankica no Unilever
Aretha Martins/iG
Se as estrangeiras tentam aprender português, Gabi se arrisca no inglês com as companheiras. Ela já é a mais próxima de Brankica no Unilever

A maioria dos atletas que vem ao Brasil já consegue se virar e se comunicar em português porque, depois de um tempo jogando na Europa, aprendeu espanhol ou italiano. E há que já faça promessas sobre o idioma.

Logo que desembarcou no Brasil, há algumas semanas, Kristin Richards disse que estaria falando em português ainda neste ano. “Sim, mantenho a promessa. Vou falar português até dezembro. Não faço aulas, mas as meninas do time me ajudam e tenho alguns livros”, afirma a norte-americana.

A canadense Sarah Pavan já fala muito bem o idioma, entretanto, a timidez a atrapalha. “Eu falo em português com todos do time e quando saio no Rio. Mas para dar entrevista eu fico tímida porque eu quero falar corretamente, ser perfeita, e sei que ainda tenho sotaque e muito o que aprender. Meu objetivo é conseguir dar uma entrevista inteira em português até o final da temporada”, fala a oposta.

Entretanto, Sarah aceitou um pedido do iG. Depois de conversar com a reportagem em inglês, ela gravou algumas palavras em português e contou como se sente por aqui. Confira:


Amor fala mais alto

Tem também aquele estrangeiro que está no Brasil por amor. É o caso do veterano cubano Dennis, que defende o Canoas. “Tenho uma pessoa muito especial aqui no Brasil e isso foi uma das coisas que me atirou para cá. Ela é de Criciúma, mas já mora comigo em Canoas. Eu quase me casei! Agora é só uma questão de tempo livre para realizar o casamento. Está tudo muito bonito”, derrete-se o jogador.

Aos 36 anos, ele nem pensa mais em sair do lado da namorada e deixar o Brasil. “Penso na aposentadoria depois de jogar uns 10 anos mais”, brinca o cubano. “Penso em encerrar a carreira aqui, sem dúvida”, assegura.

Dennis posa com a namorada, que é brasileira, em foto nas redes sociais
Reprodução/Instagram
Dennis posa com a namorada, que é brasileira, em foto nas redes sociais



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