Ponteiro é o nome da equipe Funvic/Taubaté para a temporada 2013/2014 e afirma que encerrará a carreira por lá

Giba defende a equipe do Funvic/Taubaté na Superliga 2013/2014
Reprodução/Facebook
Giba defende a equipe do Funvic/Taubaté na Superliga 2013/2014

Giba está de volta às quadras brasileiras. Mas essa cena não será vista por muito tempo. O ponteiro campeão olímpico e mundial com a seleção brasileira vai defender o Funvic/Taubaté na temporada 2013/2014 da Superliga, mas já faz planos para a aposentadoria.

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O contrato com o time do interior paulista é no formato “um mais um”, ou seja, um ano e pode ser renovado por mais um, e o atleta pensa em encerrar a carreira por lá. Perguntado na festa de lançamento do campeonato nacional se deve continuar na quadra por aproximadamente dois anos, que seria o total do novo vínculo, ele foi enfático. “Mais ou menos, não. Só mais dois anos ou quem sabe um. Quem não viu, é bom correr”, avisa Giba.

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Ele chega ao Taubaté como o experiente do elenco, mas aos 36 não se vê apenas como um mentor da equipe. “Eu me vejo muito mais em quadra do que no lado psicológico. Vou ajudar com a experiência, mas eu aceitei porque ainda tenho condições físicas. Eu tive o problema na tíbia e nada mais. Eu aceitei porque eu quero jogar. Enquanto tiver essa ansiedade, esse frio na barriga e esse tesão, eu vou continuar buscando resultados ali dentro de quadra”, afirma o ponteiro.

Agora, Giba se prepara para um trabalho parecido com o que foi feito após a cirurgia para cuidar de uma fratura por estresse na tíbia esquerda, no ano passado. Mais uma vez, ele precisa recuperar peso e massa muscular para voltar a jogar.

“Depois da cirurgia, acabei chegando a 84 kilos. Ganhei 13 kilos em três meses para jogar as Olimpíadas. Agora o tempo é um pouco menor, mas com certeza vai dar tudo certo, com nutricionista, fisiologista”, avalia o jogador. Ele precisa ficar na casa dos 80 kg. Já recuperou três nos treinos em Taubaté. “Provavelmente não jogue na estreia da Superliga (dia 14 de setembro, em casa, contra o Sesi). Mas estou fazendo treino com bola e se continuar nessa de ganhar três quilos a cada semana, volto o mais rápido possível”, completa.


A ideia de deixar as quadras já está sendo trabalhada por Giba. Ele conta ainda que começou a dar palestras e partir para área de administração esportiva porque via o mercado concorrido demais como jogador. “Pensei em antecipar (aposentadoria), mas teve a proposta do Taubaté. E eu queria acabar a minha carreira aqui”, comenta.

Ele explica o motivo por ter escolhido a equipe do interior paulista, que na temporada passada sequer avançou aos playoffs. “Falei que o Ricardo (Navajas), como técnico, seria o melhor dirigente do mundo. E ele está demonstrando que realmente eu estava certo. Eu já tinha treinado com o João (Marcondes, técnico do time) e acredito no trabalho deles. Conheci o prefeito, vi os projetos sociais em Taubaté e na região. E dá para levar a minha experiência para os jogadores. Eles têm um potencial muito grande. Tenho certeza que dá para azucrinar a cabeça de muita gente na Superliga”, aposta Giba.

Aposentadoria sem volta da seleção

Enquanto fala em seguir em quadra por mais dois anos, Giba já teve uma despedida. Ele deixou a seleção brasileira após os Jogos Olímpicos de Londres e diz não se incomodar em ser um torcedor para Bernardinho e companhia. “Trabalhei a minha cabeça bem nesses quatro anos, desde Pequim, para encerrar em Londres. Não dói nenhum pouco porque sei que consegui passar o bastão e o que era preciso da minha experiência para eles fazerem o que fizeram, ir a uma final de Liga Mundial, vencer Sul-Americano, conseguir a vaga para Copa dos Campeões. Tenho certeza que fiz o meu máximo enquanto eu pude e agora está na vez deles”, afirma.

O foco é apenas no clube. Giba também não quis comentar qualquer assunto de fora das quadras. Em agosto, a advogada de Cristina Pirv, ex-mulher do jogador, chegou a pedir prisão do ponteiro por falta de pagamento de pensão. “Problemas já passaram e não falo mais nisso. O meu foco é pensar no projeto no vôlei Taubaté e o resto a Justiça pode tomar conta”, resume o atleta.

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