CBV abre portas a Juliana, mas Maria Elisa se vê triste com chance de mudança

Por Aretha Martins - iG São Paulo | - Atualizada às

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Juliana foi desconvocada da seleção feminina de vôlei de praia em dezembro do ano passado. Enquanto isso, Maria Elisa, sua nova parceira, segue na equipe nacional

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Juliana se juntou com Maria Elisa depois do final da parceria com Larissa

Juliana, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, atualmente não faz parte da seleção feminina de vôlei praia. E, de acordo com o novo projeto da CBV (Confederação Brasileira de vôlei), só poderá representar o Brasil em torneios internacionais quem estiver no grupo. Entretanto, Marcos Miranda, técnico da equipe feminina, não descarta Juliana para a temporada 2013.

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"A porta dela está aberta e ela pode voltar no momento que for julgado oportuno", afirma o treinador, conhecido como Marcão. "Ela não está no grupo porque houve a convocação no ano passado (em dezembro) e todo mundo compareceu, menos Juliana. Com isso, seguindo as regras que valem para todos, ela foi desconvodada. E não foi um corte nem nada. Foi uma forma de seguir as regras e até de respeito com todos aqueles que compareceram. Mas logo no dia seguinte, a Juliana conversou com o Ary (Graça, presidente da FIVB), com o superintende e comigo para explicar os motivos e houve uma retratação", explica.

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A atleta segue treinando em Fortaleza e, até a quinta-feira, estava longe da nova parceira. Juliana estreou dupla com Maria Elisa em janeiro de 2013, mas a parceira foi convocada e treinava com a seleção em Saquarema.

"É claro que eu sinto falta da Juliana, mas tenho que confiar no trabalho que ela está fazendo lá e no que eu estou fazendo aqui. Depois, vamos ter duas semanas para treinar para a próxima etapa do Circuito Brasileiro", afirma Maria Elisa.

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Juliana e Maria Elisa estrearam na etapa de Fortaleza do Circuito Brasileiro e venceram

A convocação não é uma lista fechada, como também ressalta Marcos Miranda. "Regras e calendário mudam toda hora e vamos nos adaptar ao tempo de treinamento e ao número de convocados. Podemos disputar um Grand Slam e um Open ao mesmo tempo e, com isso, ter mais atletas na seleção", diz Marcão.

Juliana pode voltar, mas Maria Elisa sabe que também corre o risco de não contar com a parceira. "Eu vou ficar triste se não puder jogar com ela, mas aposto no trabalho também da seleção", fala a atleta.

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Entretanto, o tempo afastado pode prejudicar a nova dupla. "Vamos demorar mais para nos entrosarmos", afirma. "Mas olha o lado bom é que, como nos vemos menos, vamos demorar mais para enjoar uma da outra também", brinca Maria Elisa.

"A Maria Elisa está treinando aqui e vai ter que conciliar o que aprendeu aqui com a dupla. Vai ter que juntar o melhor daqui com o melhor de lá (Juliana) e é importante que ela entenda isso", ressalta o treinador.

Maria Elisa prefere acreditar em sua parceria. "Estamos treinando aqui e ainda não formaram duplas. Mas sei que se fizer o meu melhor e ela fizer o melhor no bloqueio, vão nos juntar a manter a dupla", comenta.

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