Superliga reduz times, mas calendário ainda divide opiniões dos atletas

Torneio masculino terá, pela segunda temporada, 12 equipes. Já o campeonato feminino conta com 10 equipes na disputa

Aretha Martins e Luís Araújo - iG São Paulo |

Divulgação/CBV
Murilo posou para fotos com Bruno no lançamento da Superliga e aprova 12 times no campeonato

Desde 2010 até a temporada atual, a Superliga vem diminuindo o número de equipes participantes. Em 2009/2010, por exemplo, o torneio contava com 17 times no masculino e 13 no feminino. Na época, algums atletas reclamaram dos execesso de jogos pelo número elevado de participantes. Agora, o campeonato nacional começa nesta sexta-feira e terá, pela segunda temporada, 12 times no masculino, e viu diminuir para 10 os conjuntos no feminino. Ainda assim, uns reclamam dos dias das partidas e outros, da distância entre elas. 

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"São menos times, mas o campeonato ficou longo da mesma forma, só que com menos partidas e, com isso, ficamos mais tempo sem jogar. Preferia ter jogos mais perto um dos outros e acabar antes. Se chegarmos à semifinal, por exemplo, será uma semana de diferença entre uma partida e outra", comenta Thaísa, central da seleção brasileira e do Sollys/Nestlé. 

Há quem defenda ter um torneio mais extenso. "Jogar por apenas cinco meses é pouca visibilidade, ainda mais porque as equipes pagam salário por 12 meses. O campeonato poderia ser mais longo", defende Murilo, também destaque da seleção e capitão do Sesi. 

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E os homens, que seguem com o mesmo número de time, ainda reclamam do pouco descanso entre um jogo e outro para cumprir toda a Superliga de novembro até abril. "Jogar às quinta e aos sábado não é muito legal, não. O ideal seria quarta e domingo ou quarta e sábado. Imagina, você joga quinta em Canoas e sábado em casa, no Rio. Com isso, joga na quinta à noite, viaja na sexta, para jogar no sábado de novo", afirma Dante, outro representante da seleção e ponteiro do RJX. 

Divulgação/CBV
Mulheres que vão disputar edição 2012/2013 posam para foto durante lançamento do torneio, em São Paulo

O número de equipes, por enquanto, agrada. "12 parece ser o ideal. Se mantivermos isso e criar uma segunda divisão que também seja forte também seria ideal, como acontece no futebol", sugere Murilo. 

O que os atletas reclamam mesmo é do tempo de recuperação entre uma partida e outra. "Não sei se esse é o campeonato ideal para gente. Pensam que nós somos uma máquina, que liga, joga e depois desliga. E que a gente não sente cansaço, não tem dor nem nada", critica Dante. 

Murilo ainda alfineta os dirigentes do vôlei nacional. "Se tivéssemos mais tempo de competição, a gente não faria mais de um jogo por semana, teria uma boa folga para o Natal e no Ano Novo e tempo para fazer uma boa preparação. Mas a gente não tem voz tão ativa", comenta.

A edição 2012/2013 da Superliga feminina começa nesta sexta-feira. No sábado será a vez das mulheres entrarem em quadra. 

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