Líbero norte-americana, Stacy Sykora assume homossexualidade

Ex-atleta do Vôlei Futuro, que atua pelo Urbino, na Itália, disse que não precisa mais esconder nada de ninguém

Gazeta |

A líbero Stacy Sykora resolveu tomar uma atitude em sua vida e tirou um peso das costas. A jogadora norte-americana, que atualmente defende as cores do Urbino, da Itália, resolveu assumir a sua homossexualidade.

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Stacy Sykora admitiu a homossexualidade

A revelação foi feita em entrevista ao site italiano Pallavoliamo . A ex-atleta do Vôlei Futuro, de Araçatuba, afirmou que deseja muito curtir o presente, principalmente depois do grave acidente de ônibus que sofreu com a equipe paulista no ano passado, no qual ficou muito perto da morte. A decisão de assumir a sua opção sexual, inclusive pode ser creditada ao incidente ocorrido em abril de 2007. Na ocasião, Sykora viajava com a delegação do Vôlei Futuro, para disputar uma partida contra o Sollys/Nestlé, em Osasco (SP), quando o veículo capotou e a líbero foi vítima dos maiores ferimentos, inclusive um traumatismo craniano que a tirou das quadras por quase um ano.

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"Agora não preciso mais esconder nada de ninguém. Cansei de usar uma máscara só porque era uma atleta de Olimpíadas. Tenho minhas forças e minhas fraquezas e não vou mais esconder quem eu amo. Tenho uma namorada e me sinto muito bem. Desculpe se alguém virar o nariz e não aceitar minha homossexualidade, mas estou bem comigo mesma e é isso que importa. Antes do acidente, já tive namoradas, mas no passado eu escondia. Esta é a primeira vez que admito isso abertamente", disse a norte-americana, de 35 anos de idade.

Mesmo depois de divulgar o seu namoro com Shivonn, Stacy Sykora ressaltou que pode continuar a render bem dentro das quadras e que a sua opção sexual não vai mudar em nada o seu jogo. "Eu tenho uma namorada, mas isso não significa que eu não possa ser uma boa jogadora e uma boa pessoa", falou. "Estou longe de casa desde 1998 e nunca partilhei minha vida com ninguém. Via meus pais apenas uma vez por ano.

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Agora, pela primeira vez, tenho uma pessoa em meu cotidiano", continuou. "E, toda noite, não posso esperar para chegar em casa do treino e estar com ela. Agora, que eu tenho a Shivonn comigo, estou vivendo a minha vida. Porque, se eu morresse amanhã, ao menos estaria fazendo o que me faz feliz. Eu acredito que, quando morrer, vou estar sozinha. Então, quero aproveitar cada momento da minha vida com as pessoas que eu gosto", confessou.

A atleta dos Estados Unidos, vice-campeã olímpica em Pequim-2008, só quer jogar vôlei, sem pensar nos próximos dias. "Eu não penso muito sobe futuro agora. Eu estou muito focada no meu presente. Claro, adoraria jogar na seleção, mas não sei se vou voltar. Estou jogando aqui em Urbino e estou feliz. Vamos ver o que podemos fazer. A única coisa que tenho certeza é de que amo vôlei. É a minha vida. Quando eu sofri o acidente e quase morri no Brasil, a única coisa sobre a qual eu conseguia pensar era jogar vôlei", finalizou.

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