Título da equipe de Osasco quebrou um jejum brasileiro de 18 anos no Mundial, que ficou sem ser realizado entre 1995 e 2009

Equipe do Sollys/Nestlé comemora vitória em Doha
Divulgação/FIVB
Equipe do Sollys/Nestlé comemora vitória em Doha

O Sollys/Nestlé venceu o Mundial de Clubes de Doha de forma invicta na última semana , com quatro vitórias em quatro jogos disputados e apenas um set perdido. Mas as atletas da equipe brasileira negam que tenham encontrado facilidade nos jogos e exaltam a boa atuação para a inédita conquista.

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O título da equipe de Osasco quebrou um jejum brasileiro de 18 anos no Mundial, que ficou sem ser realizado entre 1995 e 2009. O Leite Moça/Sorocaba foi campeão em 1994, última edição antes da pausa na competição, mas em 2010, quando o torneio voltou a ser disputado, o troféu foi para o Fenerbahce, da Turquia. Na temporada passada, quem comemorou foi o Rabita Baku, do Azerbaijão.

"Não é que o campeonato foi fácil, a gente que jogou muito bem. As pessoas chegam e falam ‘foi fácil’. Dá até uma raiva quando o povo chega assim, porque ninguém vê o que a gente fez dentro de quadra, a gente não deixou nenhuma equipe jogar", atestou a capitã Jaqueline, eleita melhor passadora do Mundial.

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Apesar do discurso da ponteira brasileira, bicampeã olímpica com a seleção brasileira, o Sollys dominou todo o Mundial de Doha. Na primeira fase, passou pelo Bohai Bank, da China, por 3 a 0, e pelo Rabita Baku, que defendia o título, por 3 a 1. Na semifinal, atropelou o Lancheras de Cataño, de Porto Rico, e se classificou à decisão em que reencontrou o Rabita Baku e venceu por 3 sets a 0.

Nas premiações individuais, a equipe paulista também dominou. Além de Jaqueline ser escolhida melhor passadora, Sheilla foi a maior pontuadora e melhor jogadora do torneio, Camila Brait ficou como melhor líbero da competição e Thaísa ganhou o prêmio de melhor atacante.

"O legal foi que a gente conseguiu impor o nosso jogo. O primeiro jogo com o Rabita na primeira fase foi mais difícil, a gente não conhecia a equipe deles e eles conheciam mais a nossa por ter cinco meninas da seleção. Mas na final a gente marcou eles melhor e ganhou com mais facilidade", disse Sheilla.

Jogadoras do Sollys/Nestlé comemoram ponto
Divulgação/FIVB
Jogadoras do Sollys/Nestlé comemoram ponto

A oposto foi um dos principais reforços do time comandado por Luizomar de Moura para a temporada e tem outras quatro campeãs olímpicas em Londres-2012 como companheiras: Jaqueline, Fernanda Garay, Thaísa e Adenízia.

A participação deste ano foi a terceira do Sollys no Mundial. Estreante na competição em 2010, o time sucumbiu diante do Fenerbahce na final e ficou com a prata. Já no ano passado, atrapalhado pela convocação para os Jogos Pan-americanos de Guadalajara, que tirou as principais estrelas do time, a equipe laranja caiu nas semifinais para o Mirador, da República Dominicana.

A expectativa deste ano era cruzar novamente com o Fenerbahce na semifinal ou na decisão. Em processo de renovação, o time das brasileiras Mari e Paula Pequeno não pôde contar com a sul-coreana Kim e caiu diante do Rabita Baku na disputa por uma vaga na final. Na decisão do bronze a equipe turca venceu o Lancheras de Cataño e ficou com a terceira colocação.

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