"Melhor individual que eu ganhei na vida", diz Jaqueline sobre título no Mundial

Jogadora foi eleita o melhor passe da competição e comenta que gosta mais de defender do que atacar quando está em quadra

Aretha Martins - iG São Paulo | - Atualizada às

Divulgação
Jaqueline desembarca no Brasil com o troféu de campeã mundial de clubes pelo Sollys/Nestlé

O Sollys/Nestlé conquistou o Campeonato Mundial de Clubes pela primeira vez nesta temporada e ainda dominou a premiação individual do torneio. Sheilla foi a melhor jogadora e a maior pontuadora, Thaísa ficou com prêmio de melhor atacante, Camila Brait foi eleita a melhor líbero e Jaqueline foi a dona do melhor passe. 

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E a capitã da equipe fugiu do discurso costumeiro de dividir as conquistas com o grupo para comemorar sem vergonha alguma o troféu nesta quarta-feira, durante um café da manhã oferecido pelo patrocinador do time paulista. "Foi o melhor individual que eu ganhei na vida", afirmou. 

A conquista também foi inédita para Jaqueline. "Todo mundo falava que eu tinha um fundo de quadra perfeito, que passava muito bem, mas eu nunca tinha ganhado um título individual por isso. E eu ainda não tinha ganhado mesmo com o meu nome sempre aparecendo lá nas estatísticas. Foi especial e vou guardar para a minha vida inteira e dizer para o meu filho: 'olha eu ganhei, eu sei passar. . Agora é verdade'", comentou. 

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O sucesso e reconhecimento na função vem sem treinar tanto assim. "Tenho três cirurgias no joelho e tenho algumas limitações nos treinamentos. Eu não treino passe. É uma coisa que eu falo que é um dom de Deus. Nos quatro anos aqui, acho que só treinei no primeiro. Pela manhã, eu faço a minha musculação e tudo o que tenho que fazer para manter o meu joelho forte. Aí a tarde eu treino pesado com todo o grupo", contou. 

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A atacante parece estar satisfeita em atuar para servir e entregar a bola perfeita para a levantadora. "Acho tão gostoso quando eu passo na mão e a Thaisa crava. Acho que isso é o mais especial". 

Divulgação/FIVB
Camila Brait, Jaquelina, Thaísa e Sheilla exibem seus prêmios individuais no Mundial de Clubes

Jaqueline nem se importa em ficar "ofuscada" por ficar mais no fundo de quadra do que na decisão na rede. "Claro que é bom atacar, fazer um ponto e contribuir, mas eu gosto mais de fazer uma bela defesa, um passe. As pessoas perguntam: 'Você não quer atacar? Não quer aparecer?' Eu não, eu prefiro passar e fazer o meu trabalho muito bem feito porque, querendo ou não, para o clube, a gente é uma das mais importantes da equipe. Sem passe, não adianta ter as melhores atacantes do mundo que não vai conseguir colocar a bola no chão", analisa. 



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