Dono de maior série invicta, Sollys Nestlé reconhece feito, mas ignora pressão

Time de Osasco não perde há 35 jogos, mas não foca em números e faz blindagem para não se influenciar pelo status de favorito

Aretha Martins - iG São Paulo | - Atualizada às

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Equipe do Sollys/Nestlé ganha café da manhã para comemorar título do Mundial de Clubes

A equipe do Sollys/Nestlé voltou para o Brasil no final de semana com o inédito título de campeão mundial de clubes na bagagem. A equipe venceu o torneio em Doha de forma invicta e já soma 35 jogos sem derrotas. O número impressiona, mas não influencia as jogadoras. 

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"Não é uma coisa que a gente pensa porque se perder uma vai ser aquilo: 'Nossa, que horrível'. Tem que jogar, visando sempre ganhar, é claro. Se aumentar é melhor. Se não der, faz parte do esporte", afirma a oposta Sheilla em um café da manhã oferecido às jogadoras pelo patrocinador na manhã desta quarta-feira. 

Ela estava em quadra da última derrota da equipe de Osasco, mas do outro lado da quadra. O time perdeu por 3 sets a 1 para a Unilever, então clube da jogadora, na última rodada do primeiro turno da Superliga, no dia 28 de janeiro. "Fiquei sabendo desse número de 30 e poucas vitórias há pouco tempo", comenta a atleta, que chegou nesta temporada ao Sollys/Nestlé. 

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Se o número não afeta o time, pode abalar os rivais. "Impõe um respeito e mexe com os nossos adversários. É uma marca muito difícil de se manter", fala a levantadora Karine.

Não há registros precisos de recordes de vitórias, mas a atual série invicta time paulista é uma das maiores do vôlei feminino brasileiro. O Leite Moça, potência dos anos 90, foi campeão brasileiro invicto na temporada 95/96, mas o torneio contava com menos jogos naquela época e não chega às 35 partidas sem perder do Sollys/Nestlé. 

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"Sabia que a gente não tinha perdido até agora, mas não o número. Fiquei sabendo do número por vocês (jornalistas). A equipe vem fazendo por merecer, é o time sempre a ser batido, que todo mundo quer ganhar um set, que seja", comentou Jaqueline. 

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Sollys/Nestlé exibe troféu de campeão do Mundial de Clubes


Acostumada com holofotes e a vencer, Jaqueline credita os bons resultados justamente ao fato de não se preocupar com números ou recordes. "A gente já convive com esse favoritismo desde o início da temporada. E todo esse sucesso é porque as meninas não estão pensando nesses números. Cada um está pensando na sua responsabilidade dentro de quadra e isso está sendo importante", afirma.

Thaísa completa. "A gente tem sido muito sério neste momento, de estudar os times, e isso tem sido bacana porque a gente entra muito concentrado. Apesar de falar que somos os favoritos, a gente não pensa nisso porque está muito focado".

Além do título inédito mundial, o Sollys/Nestlé é o atual campeão da Superliga e do Sul-Americano. Com isso, a equipe já venceu todos os campeonatos que disputou. "Eu e as meninas já buscávamos esse título do Mundial com a seleção, nos dois últimos a gente foi vice, e agora foi muito legal ganhar, ser campeã mundial", diz Sheilla.

"A gente chegou das Olimpíadas com esse objetivo, tinha o Campeonato Paulista e acho que a gente conseguiu jogar e se preparar para o Mundial. Chegamos lá e conseguimos fazer isso com grandeza. O time se impôs desde o começo", completa a oposta. Além do Sollys/Nestlé, só o Sadia, em 1991, e o Leite Moça, em 1994, haviam vencido o torneio. 

Nesta quinta-feira, o atual campeão volta para a quadra e encara o Pinheiros na primeira partida da série semifinal do Campeonato Paulista, mais um torneio que o time ainda não perdeu neste ano. 

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