Saudade da família e comando do time Vôlei Amil, de Campinas, podem impedir que técnico campeão olímpico continue com a seleção

Zé Roberto comanda Vôlei Amil, mas CBV quer dedicação exclusiva à seleção
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Zé Roberto comanda Vôlei Amil, mas CBV quer dedicação exclusiva à seleção

Exatos dois meses depois de subirem no lugar mais alto do pódio nos Jogos de Londres, as meninas da seleção brasileira de vôlei ainda não sabem se o técnico que as levou até a medalha de ouro permanecerá no comando da equipe. E o grupo evita falar sobre o impasse entre o tricampeão olímpico José Roberto Guimarães com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

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"Eu não gosto de falar muito sobre isso porque é bastante pessoal. Se o Zé tem saudade da família, do neto, é ele quem tem que resolver", disse a ponteira Jaqueline, durante o lançamento da nova parceira de seu clube, o Sollys/Nestlé. "A escolha é dele, não cabe a nós opinar. Se não renovar, tem outros bons técnicos", completou a atleta.

Apesar de Zé Roberto reconhecer que a distância da família devido às várias viagens com a seleção o incomodam, não é este o principal fator que dificulta a renovação. O problema é que o técnico acabou de assumir o estreante Vôlei Amil, de Campinas, enquanto a CBV pede exclusividade com o time do Brasil.

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"O Amil é um projeto que o Zé montou, não sei se ele largaria, assim. Talvez deixe de ser técnico, mas continue em alguma função de dirigente", analisou Jaqueline. Thaísa, outra do Sollys/Nestlé que fez parte não só da conquista de Londres como da de Pequim-2008 também, não foi tão longe e se limitou a torcer pelo futuro da seleção. "Não sei dizer se vai renovar, cabe ao Zé responder isso, e à CBV também. O que eles acharem que é legal, para nós jogadoras também será bacana, mas só cabe a eles". A bicampeã olímpica Sheilla também foi sucinta: "Ano que vem estou fora da Seleção, mas o Zé é um grande técnico. Não sei se a CBV abriria mão".

Tanto Sheilla quanto Jaqueline solicitaram um ano de afastamento da equipe brasileira devido ao estresse de dois ciclos olímpicos completos, além dos campeonatos secundários ao longo do ano. É possível que outras atletas façam o mesmo pedido, independentemente do treinador que estará à frente da seleção. "Eu ainda não decidi. Só vou ver isso quando estiver realmente chegando a Superliga. Se estiver me sentindo bem, não há necessidade de me afastar. Mas se estiver muito cansada, talvez eu siga o mesmo caminho das outras meninas", disse Thaísa.

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Prova da maratona de jogos de várias atletas do vôlei é o Sollys/Nestlé, que um dia depois de encerrar a primeira fase do Paulistão já viaja para a disputa do Mundial de Clubes em Doha, no Catar. Depois de no máximo quatro jogos pela competição, a equipe retorna para dar sequência ao Estadual e se preparar para o início da Superliga.

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