Bernardinho espera racionalização de calendário com Ary Graça na FIVB

Técnico pede que datas das competições sejam revistas e que clubes e seleções debatam mais sobre calendário e jogadores

Aretha Martins - enviada iG ao Rio de Janeiro* | - Atualizada às

Divulgação
Bernardinho participou da apresentação da equipe da Unilever para a temporada 2012/2013

Bernardinho ainda não conversou com Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de vôlei), sobre a permanência na seleção brasileira masculina. Enquanto isso, ele se preocupa tanto com a equipe da Unilever como com o time nacional e espera que, agora na presidência da FIVB (Federação Internacional de vôlei), o dirigente cuide do calendário da modalidade.

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“Ele sempre falava das competições de novembro, que entram no meio do calendário de clubes, e também dos torneios no Japão e na Ásia. Quero crer que essa seja uma das preocupações dele. Não conversamos sobre o programa de governo, mas acho que isso pode estar nos planos”, disse o técnico na apresentação da Unilever para a temporada 2012/2013.

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Para o técnico, seria interessante uma conversa entre clubes e seleções. “O calendário é um processo complementar, entre seleção e clube. Não pode haver uma competição e uma barreira logo depois. E você pode ajustar, não precisa cortar. É só racionalizar. Na seleção, jogamos Sul-Americano em agosto e a Copa do Mundo só em novembro, por exemplo. Você fica dois meses esperando e isso não tem sentido", comentou.

"Você faz uma reunião de clubes e nunca ninguém da seleção brasileira vai lá debater também suas demandas e queixas. Acho que é fundamental que se faça esse debate para chegar a algum tipo de acordo. Não pode vir uma ordem ou uma intolerância de cada lado”, explicou Bernardinho.

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Ele lembrou algumas polêmicas. Ao final do ano passado, Bernardinho liberou os jogadores da seleção para atuarem no Mundial de Clubes pelo Sesi. Já José Roberto Guimarães não liberou as atletas da equipe nacional feminina, alegando que teria pouco tempo para treinar com a seleção para a Copa do Mundo, que serviria como o primeiro classificatório para os Jogos Olímpicos de Londres. A CBV, entidade também comandada por Ary Graça, não interferiu.

“No ano que ganhamos a Superliga, não tínhamos jogadoras para disputar o Sul-Americano e, depois, para o Mundial. E ninguém falou nada. E eu liberei os jogadores para disputar o Mundial pelo Sesi. Mas está tudo certo. Mas o maluco continua sendo eu e quem briga continua sendo eu. Mas é justo pagar essa conta?”, disse.

Bernardinho ainda lembrou que nem sempre conheceu os motivos de algumas decisões da Confederação. Para o Sul-Americano, ora se classifica apenas o campeão da Superliga e ora o primeiro e o segundo colocados. “Há três anos, participamos de um Sul-Americano. A Fabizona estava machucada e nem jogou. Também perdemos outras jogadoras e fomos derrotados pelo Osasco, que não foi o campeão nacional, mas que também jogou o torneio, por algum motivo que eu não sei qual é. Não tem problema nenhum ter jogado e perdido para elas, eu não vou jamais prejudicar alguém. Mas quando elas ganharam e fomos vice, não nos foi permitido jogar”, afirmou.

Por essas e outras polêmicas, como a briga entre clube e seleção para liberar jogadores, é que Bernardinho espera mudanças no calendário na nova gestão da FIVB. “Tem que tomar cuidado, pela integridade dos atletas, e até para ter mais tempo para crescer e trabalhar”, comentou.

*repórter viajou a convite da Unilever

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