Enquanto estava na seleção brasileira, jogadoras do time de Osasco insistiram muito para que a oposto assinasse contrato com o atual campeão da Superliga feminina

A transferência da oposto Sheilla do Unilever para o Sollys/Nestlé foi a principal negociação do vôlei feminino nacional para a temporada 2012/2013. Pretendida pela equipe de Osasco nas últimas temporadas, a bicampeã olímpica finalmente acertou contrato com o atual campeão da Superliga após receber incentivos de suas companheiras de seleção brasileira.

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Além de Sheilla, o time comandado por Luizomar de Moura conta com outras quatro atletas campeãs olímpicas em Londres 2012: as pontas Jaque e Fernanda Garay e as centrais Thaisa e Adenízia. A levantadora Fabíola integrou a seleção durante os últimos anos, mas foi cortada pelo técnico José Roberto Guimarães após o Grand Prix. Já a líbero Camila Brait chegou a viajar como grupo nacional para a Inglaterra, mas não foi inscrita nos Jogos e retornou ao Brasil antes do início da competição.

A jogadora Sheilla, ao lado de Jaqueline e Adenízia, na apresentação do time do Sollys/Nestlé nesta quarta
Futura Press
A jogadora Sheilla, ao lado de Jaqueline e Adenízia, na apresentação do time do Sollys/Nestlé nesta quarta


"Eu já queria vir, mas não vinha. Juntou muita coisa, o momento da carreira, eu conheço o Luizomar faz tempo e as meninas apoiaram. Quando souberam na seleção que tinha a possibilidade de eu vir, ficaram me pilhando para eu acertar", revelou a oposto, apresentada oficialmente nesta quarta-feira. "É sempre fácil você escolher ir para uma grande equipe".

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Revelada pelo Mackenzie, Sheilla ganhou destaque no cenário nacional depois de se transferir para o Minas, clube pelo qual atuou quatro temporadas e conquistou a Superliga de 2001/2002 e dois Campeonatos Mineiros. Depois, se transferiu para o vôlei italiano para jogar pelo Pesaro e retornou ao Brasil em 2008 no São Caetano/Blausiegel. Nos últimos dois anos, defendeu a Unilever, do Rio de Janeiro.

Neste período, a atleta se tornou também peça fundamental na seleção brasileira, conquistando o bicampeonato olímpico em Pequim 2008 e Londres 2012. E foi justamente na equipe nacional que ela conheceu o técnico Luizomar de Moura, que viu realizado seu desejo de contar com a atleta após frustrações em anos anteriores.

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"Jogadoras como a Sheilla sempre são desejadas, nós escolhemos elas e elas nos escolheram, porque elas têm mercado para atuar em qualquer lugar. Nos conhecemos em 2001, quando eu era auxiliar da Seleção, e sempre conversamos. Já tínhamos tentado trazê-la quando estava na Itália, ma só agora deu certo", explicou o treinador, no comando da equipe desde a temporada 2006/2007.

A oposto da seleção se apresentou a Luizomar de Moura na segunda-feira, com duas semanas de folga após o ouro em Londres e ainda não realizou treinos com bola. Na terça-feira, ela assistiu das arquibancadas à vitória do Sollys sobre o BMG/São Bernardo, pelo Campeonato Paulista, e pode fazer sua estreia no dia 1º de setembro, em duelo contra o Pinheiros, pela competição estadual.

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Se não entrar em quadra diante do rival da capital paulista, Sheilla terá o Campeonato Sul-Americano, entre os dias 3 e 9 de setembro, como primeiro compromisso com a camisa da equipe de Osasco.

"Tem que voltar devagar porque fiquei duas semanas sem fazer musculação, sem treino. Agora vai ter o Sul-Americano, acho que não vou começar de titular logo de cara, mas vou tentar ajudar", disse a jogadora.

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