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Zé Roberto diz que tirou Mari porque 'não estava fluindo' e deu ultimato a Paula

Treinador da seleção feminina de vôlei ainda aponta a derrota para a Coreia do Sul como um recomeço da equipe bicampeã olímpica

iG São Paulo * |

Gazeta Press
José Roberto Guimarães conquistou o terceiro ouro olímpico em Londres

A seleção brasileira feminina de vôlei levou o bicampeonato olímpico em Londres , mas não teve um caminho fácil. Além de ter tropeçado e quase ficado fora das finais, a equipe passou por cortes de jogadoras que já foram titulares às vésperas da competição. 

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Mari, um dos destaques do ouro em Pequim 2008, foi uma das excluídas da equipe. "Qualquer corte é difícil para o treinador. Mas a Mari tem mais apelo. Tenho um carinho muito grande por ela, mas achei que naquele momento ela não estava muito bem. Não estava fluindo, estava com dor no joelho. E a gente precisava de muita energia para as Olimpíadas", admitiu, em entrevista ao programa Mesa Redonda  na noite de domingo. 

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Já Paula Pequeno, melhor em quadra em Pequim, recebeu um ultimato do técnico. Zé Roberto disse que conversou com a atleta antes da etapa da Polônia, no Grand Prix de 2012, e afirmou que, se tivesse de cortar duas jogadoras, as escolhidas seriam ela e Mari. Assim, o treinador mostrou que a atacante deveria aproveitar a chance.

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No final, Paula seguiu na equipe e quem acabou de fora foi a levantadora Fabíola. O técnico teve que encarar críticas antes dos Jogos. Em Londres, o Brasil começou com uma vitória apenas no tie-break sobre a Turquia e só chegou às finais porque os Estados Unidos venceram as turcas e a seleção passou pela Sérvia. 

"Eu não acho que não começamos a jogar bem por causa dos cortes, mas sim pela pressão inicial", disse. "A imprensa critica, mas faz parte. Eu mesmo dizia que a gente não estava jogando bem. As críticas ajudam, não adianta ficar querendo brigar", observou.

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Para ele, a virada da equipe veio com a derrota inesperada para a Coreia do Sul ainda na primeira fase. "Os três primeiros jogos foram bem complicados. Contra a Turquia a coisa já não foi muito bem, contra os EUA a gente poderia ganhar ou perder. Mas contra a Coréia do Sul, não dava porque nós nunca tínhamos perdido para elas. O grupo não conseguiu dormir. No outro dia, choramos todos juntos", disse. 

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Seleção bicampeã olímpica desfilou em carro aberto por São Paulo depois do ouro em Londres


"Aquela derrota nos ajudou a entender o que estava acontecendo com o time. A partir do momento que elas relaxaram, melhorou. Aquela derrota ajudou, a gente conseguiu sair do buraco e tivemos grandes vitórias na sequência. Foi um recomeço", afirmou Zé Roberto. 

Com mais uma medalha olímpica - o treinador foi campeão com os homens em Barcelona 92 e com as mulheres em Pequim 2008 - Zé Roberto coloca um ponto final em qualquer fama de amarelona que ainda possa restar ao time bicampeão olímpico. "Mudou no ciclo passado. Elas foram chamadas assim após aquele episódio contra a Rússia, na final em 2004 (em Atenas), e no Mundial de 2006. Mas depois tivemos a medalha de ouro em 2008. E também não dá para esquecer o jogo contra a Rússia neste ano, quando sofremos vários match-points contra e conseguimos nos superar e vencer", finalizou.

*Com Gazeta Esportiva

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