José Roberto Guimarães lembra que Mari foi transformada em ponteira passadora e que, agora, mudou de função e disputa vaga com Sheilla

Depois de ficar fora do Pré-Olímpico, Mari voltou à seleção como oposta
Divulgação/CBV
Depois de ficar fora do Pré-Olímpico, Mari voltou à seleção como oposta

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, não descarta nada e ninguém no momento para os Jogos Olímpicos . E isso inclui a posição de Mari, que voltou a jogar como oposta após seis anos na primeira etapa do Grand Prix, mas que era ponteira até outro dia. 

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A reestreia na posição foi discreta. Mari não conseguiu virar bolas com frequência, mas aprovou o rendimento nos jogos da Polônia. “Fiquei bastante à vontade, não é estranho pra mim. Em pouco tempo me adapto. O importante é estar ajudando o grupo”, afirmou jogadora de 28 anos.

A atleta começou a carreira como central, passou a atuar como oposta e foi transformada em ponteira por Zé Roberto. Entretanto, o técnico via a atleta sobrecarregada tendo que atacar e passar e resolveu colocá-la mais uma vez na saída da rede . E o treinador não esconde que as chances de a jogadora ser convocada para as Olimpíadas de Londres são maiores na “nova velha” função. “Ela não nasceu passadora. Como oposta vai ficar mais solta e mais tranquila”, comentou.

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O treinador não descarta que Mari jogue novamente de ponteira no futuro, mas no momento a disputa pela titularidade é com Sheilla. “Vai ser uma briga boa. Ela já melhorou bastante, está se soltando (Mari se recuperou recentemente de uma lesão no ombro). São duas atletas do mesmo nível, cada uma melhor num quesito”, analisou Zé Roberto, que ainda lembra que Natália, Jaqueline ou Paula Pequeno podem cuidar do passe na seleção brasileira.

Após o primeiro teste revivendo a posição, Mari hesita um pouco quando perguntada qual é a função preferida, mas dá uma ligeira vantagem para aquela em que jogava até outro dia. “Gosto das duas. Mas, se eu estiver fazendo bem as duas, aí prefiro a ponta”, entregou Mari. “Se ela se sentir bem e ficar mais forte, dá sim para atuar de oposta”, completou Zé Roberto, querendo “desfazer” a sua invenção.

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