Após problemas no coração, oposto está liberado pelos médicos, mas condição física e ritmo fazem Bernardinho manter cautela.

Fora da seleção brasileira nas duas primeiras rodadas da Liga Mundial devido a um problema no coração, o oposto Leandro Vissotto segue treinando normalmente com os integrantes da equipe comandada pelo técnico Bernardinho. Apesar de já estar liberado para qualquer tipo de atividade, o jogador, no entanto, não deve ser aproveitado nos três jogos do torneio que acontecem neste feriado prolongado na cidade de São Bernardo do Campo.

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Leandro Vissotto treina com a seleção brasileira no ginásio em São Bernardo do Campo
Divulgação/CBV
Leandro Vissotto treina com a seleção brasileira no ginásio em São Bernardo do Campo

“Fiquei quase dois meses sem fazer nada. É complicado voltar assim, mas estou me sentindo cada vez melhor. O mais importante é que estou curado e isso me deixa muito mais tranquilo”, disse o jogador após o treinamento na manhã desta quarta-feira.

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Vissotto sentiu um mal estar em partida do Campeonato Italiano, em abril, quando atuava pelo Cuneo. Submetido a exames, foi identificada uma arritmia cardíaca no atleta. Ele passou por uma cirurgia e, depois de três semanas, foi liberado para atuar. Entretanto, passou a realizar todos os movimentos em quadra apenas nesta semana.

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As condições físicas de Vissoto fazem Bernardinho ter cautela quanto à sua utilização. A data de seu retorno ainda não foi marcada, mas o treinador não descartou utilizá-lo na próxima rodada da Liga Mundial, que acontece na Finlândia.

“O Vissotto ficou dois meses sem saltar e voltou ontem [terça-feira]. É preciso ter cautela. O mais prudente é que ele volte na rodada da Finlândia”, disse o treinador ao ser questionado sobre a possibilidade de utilizar o oposto diante de Canadá, Polônia e Finlândia nos jogos em São Bernardo do Campo. Além da questão física, Vissoto também sente a falta de ritmo e entrosamento em uma equipe que ainda luta para retornar a melhor forma.

“O ritmo e o tempo de bola são tão complicados quanto a parte física, mas isso não tem jeito. A única forma de conseguir melhorar e treinar cada vez mais”, explicou o jogador, que atua vai para o voleibol russo na próxima temporada e deve integrar o grupo que vai buscar a medalha de ouro em Londres.

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