Vôlei
12/10 - 10:26, atualizada às 20:13 12/10
Brasil diz que união foi fundamental para título
Jogadores da seleção reconhecem que o grupo precisou passar por várias dificuldades para chegar ao tricampeonato mundial
Aretha Martins, iG São Paulo
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Os jogadores do Brasil desembarcaram nesta terça-feira em São Paulo com a taça de campeão mundial nas mãos e um discurso sincronizados. Para eles, a união foi fator decisivo para essa conquista. E o ouro teve gosto de superação, dentro e fora da quadras.
Murilo exalta superação da equipe. Veja
O grupo lembrou que precisou superar várias dificuldades até chegar na decisão e derrotar a seleção de Cuba por 3 sets a 0, no último domingo, como as lesões de Leandro Vissotto e Murilo, a doença de Marlon e a gripe de Bruninho.
O caso mais grave foi com o levantador. Com uma inflamação no intestino, Marlon teve a participação no torneio ameaçada e perdeu diversos jogos. "A gente sempre sofre, já está incluso no pacote. Dessa vez, o problema do Marlon nos preocupou muito e sentimos muito. Se não fosse esse grupo, essa união, seria complicado aguentar esses problemas", afirmou Bruninho, que atuou duas fases como o único levantador do elenco.
Para o central Rodrigão, que chegou ao terceiro título com a camisa do Brasil, a conquista na Itália foi a mais complicada. "Foi a conquista mais difícil, não só pelas críticas, mas por tudo que a gente teve que superar. O Murilo está com o tornozelo inchadíssimo teve uma torsão na final), o Bruno ainda está com dor (levou um pisão de Murilo na semifinal). Na final ele não podia de deslocar muito, mas ele foi e acho que essa é a questão da superação. Você sentir dor e jogar e estar bem disposto não é fácil", afirma.
Bruno revelou que a superação de Marlon o levou a disputar contundido a final do Mundial. "O Marlon fez com que eu me obrigasse a jogar a final, por causa do exemplo que ele me passou", disse o jogador.
O oposto Leandro Vissotto também passou por lesões até conseguir marcar o último ponto do torneio. "Eu machuquei o calcanhar no primeiro jogo. No segundo eu ainda não estava recuperado e estava doendo muito ainda. Joguei contra Cuba ainda mancando um pouco. Depois a gente partiu para a sgeunda fase e teve a partida contra a Polônia, que eu já fiz uma boa atuação e estava 100%", lembra.
Vissotto ainda teve que entrar em quadra gripado. "Contra a República Tcheca foi um dia que acordei gripado e estava arrebentado. O importante que teve um dia de descanso, nem treinei no dia seguinte e contra a Alemanha eu já voltei bem", comenta.
Pressão das derrotas
No torneio, o Brasil perdeu para Cuba, na primeira fase do Mundial, e Bulgária, na segunda fase. A última derrota aumentou a pressão sobre o grupo por ter sido avaliada como proposital. A seleção foi criticada pelo torcedor italiano, mas a vingança veio nas semifinais, quando derrotou os anfitriões do Mundial por 3 sets a 1.
"A gente sabia desde a Liga Mundial que todos queriam ganhar da gente, em todos os campeonatos. A gente sempre tenta estar unido, independentemente do que aconteceu, como o caso do Marlon, as críticas, as derrotas, como a para Cuba, que nos fez nos juntar. Qualquer coisa que nos coloque em situação difícil nos deixa mais unido", disse Murilo.
Para Lucão, a sequência de títulos do Brasil sob o comando de Bernardinho deixou o grupo mais tranquilo para a final contra Cuba. "Jogar contra Cuba é sempre difícil. Na primeira fase, eles foram espetaculares em um dos melhores jogos do Mundial. O maior legado que nos deixaram na seleção é que quando a amarelinha entra em quadra, os adversários tremem. A responsabilidade era deles e nós levamos o caneco mais uma vez".
*com Agência Estado
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AE
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