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10/08 - 08:26

Mari: "Jogando atrás, temos mais dificuldades"

Ponteira da seleção brasileira diz que Brasil tem passado dificuldades por estar sempre correndo atrás do prejuízo no placar

Gazeta Esportiva

Enquanto as companheiras de equipe e o técnico José Roberto Guimarães apontavam as falhas na defesa e no bloqueio como causas da derrota para a Itália, no último domingo, a ponteira Mari indicou um outro fator que julga determinante para o revés: o fato de o Brasil ter quase sempre corrido atrás das rivais no placar.

"O jogo delas encaixou e o nosso time jogando atrás tem muito mais dificuldades que o normal. Isso acaba abatendo psicologicamente a nossa equipe", admitiu a ponteira, que foi substituída por Paula Pequeno no segundo set, mas acabou voltando à quadra na etapa final.

Diante das italianas, somente no terceiro set o Brasil conseguiu chegar ao primeiro tempo técnico à frente no placar. Foi a única parcial vencida pelo time verde-amarelo.

Analisando tecnicamente o confronto, Mari elogiou o contra-ataque adversário. "Elas nem foram tão bem no bloqueio, nem fizeram tantos pontos assim. O que elas fizeram muito bem foi o contra-ataque, pois amorteciam nossas bolas ou atacavam na "mão de fora". Aí, a defesa não conseguia tocar nessas bolas estouradas e elas foram abrindo", destacou.

Os números dão razão a Mari: de acordo com as estatísticas fornecidas pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei), a Itália marcou 11 pontos direto no bloqueio, um a menos que o Brasil. O time europeu conseguiu amortecer 22 bolas, contra 18 das donas da casa. Somente em 11 oportunidades, as brasileiras foram capazes de "explorar" o paredão rival, contra 27 das italianas.

O Brasil volta à quadra na próxima sexta-feira, às 6h30 (horário de Brasília) contra a República Dominicana, em Macau.


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