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Vôlei

06/12 - 21:04

Com triunfo, Ricardo e Emanuel aposentam Roberto Lopes
A nona colocação obtida na etapa de Fortaleza com seu eterno parceiro (Franco) é o ponto final da trajetória de um dos precursores do esporte no País

Gazeta Esportiva

FORTALEZA - Campeões antecipados do Circuito Brasileiro, Ricardo e Emanuel venceram Franco e Roberto Lopes neste domingo por 2 sets a 0, com parciais de 18/10 e 18/13. Com este resultado, o cearense de 42 anos encerra sua carreira no vôlei de praia.

A nona colocação obtida na etapa de Fortaleza com seu eterno parceiro é o ponto final da trajetória de um dos precursores do esporte no País.

Roberto Lopes é bicampeão do Circuito Brasileiro (1993 e 1999). Ele ainda conquistou duas vezes o Circuito Mundial (1993 e 1995). Para completar, ganhou a medalha de bronze dos Jogos Pan-Americanos de 1999, realizados em Winnipeg, e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atlanta, disputados no ao de 1996.

O último de seus 52 títulos foi o da etapa Satélite da Suíça do Circuito Mundial, no ano passado. Conhecido por sua grande agilidade no fundo da quadra, foi eleito o melhor defensor do Circuito Brasileiro em três temporadas: 1998, 2001 e 2005. Após a partida, emocionado, Roberto foi intensamente aplaudido por torcedores, atletas e técnicos na quadra central da arena montada no Aterro da Iracema.

'Só tenho a agradecer a todos pelos momentos que estão me fazendo passar. Foi aqui em Fortaleza que comecei toda essa trajetória e encerrá-la aqui, ao lado do Franco, com quem dividi as quadras por 15 anos, é o melhor fim de carreira que poderia ter. Ainda mais por ter me despedido jogando contra Ricardo e Emanuel. Estivemos juntos em boa parte destes anos de vôlei de praia. Parece que foi ontem que disputei os primeiros torneios do país”, afirmou Roberto.

Maior vencedor do Circuito Brasileiro com 45 títulos, Emanuel também se emocionou ao falar sobre o fim da carreira de Roberto. “Conheço o Roberto desde 1991, quando comecei no vôlei de praia, e é difícil falar sobre este momento. Quando jogava com o Zé Marco, enfrentei muitas vezes Franco/Roberto e cresci muito jogando contra eles. Sou um cara muito emotivo e imagino o quanto este dia deve estar sendo importante para ele. Que ele tenha tanto sucesso nesta nova fase da vida dele quanto teve nas quadras”.

Campeão olímpico em 2004, ele avisa que não pretende fazer uma carreira tão extensa como a do cearense. “Penso em jogar mais uns três anos ou quatro anos. Mas sempre avaliando meu desempenho a cada temporada. Quando sentir que estou abaixo daquilo que imagino que posso produzir, eu saio”, diz Emanuel, 35 anos.


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