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27/10 - 15:39

Para sair na TV, Superliga mantém final ‘seca’ e desagrada
A grande decisão acontecerá em março no Rio de Janeiro, mas em partida única

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A 15ª edição da Superliga de vôlei será iniciada nesta quarta-feira e manterá os moldes da disputa 2007/08. Com 12 equipes participantes nas categorias masculino e feminino, a competição terá quatro turnos até o início dos playoffs - que por sua vez terão séries melhor-de-três nas quartas-de-final e semifinais.

A grande decisão acontecerá em março no Rio de Janeiro, mas em partida única. Para desagrado dos atletas, que, embora tímidos, admitiram a preferência por outro molde de disputa.

Independentemente das equipes que avançarem à final, o Maracanãzinho será palco das finais entre homens e mulheres. O curioso, no entanto, fica pelo fato de a disputa masculina da Superliga não ser representada por um clube sequer do Rio de Janeiro. Entre as mulheres, há apenas o atual campeão Rexona-Ades. O motivo da escolha? Segundo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), a resposta é simples: facilitaria a transmissão ao vivo para todo o País por uma grande emissora de TV aberta.

Só que a forma de disputa não agradou aos principais jogadores que competirão a partir desta semana no principal torneio interclubes do vôlei brasileiro. Ainda que de forma contida, os ‘repatriados’ campeões olímpicos em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008 criticaram a medida da CBV.

“Não gostei, mas essa escolha deve ter lá seus motivos”, iniciou o líbero Serginho, que defenderá o São Bernardo/Santander após deixar o Piacenza, da Itália. “Lá na Europa as finais nacionais eram jogadas no melhor-de-sete. Se eu pudesse escolher aqui, talvez fosse mais interessante uma série melhor-de-três. Esse jogo seco... não sei não. Você acorda em um dia ruim e pode colocar todo o campeonato em risco”, opinou Escadinha.

O oposto Anderson, do Tigre/Unisul/Joinville, manteve o discurso. “Esse modelo foi testado no ano passado e o campeonato ficou resumido em cinco sets. Não sei dizer se foi bom, mas não gostei muito. Acho que uma final não pode ser decidida em um jogo apenas: pode acontecer uma ‘merda’ muito grande e comprometer todo o trabalho. Mesmo que a partida seja em um Maracanãzinho, acho que é querer encurtar o tempo, mas vamos lá”, criticou.

Os xarás do Minas Tênis André Nascimento e André Heller foram mais contidos do que os ex-parceiros de seleção. “Não me sinto capaz de avaliar pois não participei da última experiência. A princípio me parece melhor jogar na nossa casa, mas tem que se levar em conta também o retorno dos patrocinadores”, lembrou o oposto Nascimento. O central Heller concordou. “A fórmula foi bem aceita pelo público e pelos patrocinadores”, corroborou.

Com o regulamento já assinado e a Superliga prestes a começar, a solução para os atletas é, mesmo, concordar com a forma de disputa. Pelo menos segundo o levantador Marcelinho, titular na campanha de prata da seleção brasileira em Pequim.

“Se não houvesse a final em partida única, não teria a transmissão da televisão e não agradaria aos patrocinadores. Então o modelo atual está ótimo. O atleta tem que jogar, não tem outro jeito”, resumiu o levantador – mostrando palavras muito parecidas às do presidente da CBV, Ary Graça. “O jogador tem que jogar, o treinador tem que treinar e o cartola tem que cartolar”, filosofou.

Forma de disputa: Assim como na temporada passada, as Superligas masculina e feminina de vôlei seguirão a mesma fórmula de disputa. Na primeira fase, as 12 equipes se dividirão em dois grupos com seis integrantes cada e se enfrentarão em quatro turnos: no primeiro e no quarto, contra os componentes da mesma chave; no segundo e no terceiro, contra os rivais do outro grupo.

Ao término de cada turno, as duas equipes mais bem classificadas disputarão uma final – mas apenas com efeito simbólico. Finalizadas as quatro etapas, as oito melhores equipes se classificam para as quartas-de-final, com cruzamento olímpico (1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º) em melhor-de-três – assim como nas semifinais.


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