iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Vôlei

27/10 - 16:34

De volta ao Brasil, olímpicos acreditam em evolução da Superliga
Do time feminino campeão olímpico em agosto serão nove atletas nas quadras brasileiras de outubro a março

Gazeta Esportiva

SÃOPAULO - Os clubes nacionais responderam em grande estilo às duas medalhas olímpicas conquistada pelo vôlei brasileiro nas Olimpíadas de Pequim, em agosto, e repatriaram boa parte das seleções masculina e feminina. E, com a presença de 16 medalhistas na China, as Superligas masculina e feminina 2008/09 têm início nesta semana com uma proposta além de dar show: alavancar a modalidade no País.

Do time feminino campeão olímpico em agosto serão nove atletas nas quadras brasileiras de outubro a março: Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Sassá e Thaisa (Finasa/Osasco), Fabi e Fabiana (Rexona-Ades) e as repatriadas Fofão, Sheilla e Mari (São Caetano/Blausiegel).

Já os homens medalhistas de prata, aparecem sete: Bruninho (Cimed/Brasil Telecom), Anderson e Marcelinho (Tigre/Unisul/Joinville), André Nascimento e André Heller (Minas Tênis) Serginho (Santander/São Bernardo) e Samuel (Ulbra/Suzano/Massageol) – os quatro últimos deixaram a Europa e retornaram ao Brasil.

“Com certeza esses retornos são um início de algo muito bom. Agora, todos caminhamos na mesma direção, atraindo não só brasileiros, mas também estrangeiros”, comentou o central André Heller. “Geralmente, os jogadores mais novos saem para que tenham experiências novas, e não por dinheiro. Ainda temos muito o que evoluir, e essas alterações têm que acontecer de uma hora para outra. Mas já estamos no caminho certo”, complementou.

Parceiro de Minas de Heller, o xará André Nascimento contribuiu para o discurso do gaúcho. “Se fizermos um campeonato forte aqui no Brasil, não tem necessidade de o pessoal ir para fora. Aqui, podemos fazer um campeonato muito forte”, sublinhou o oposto.

O líbero Serginho, no entanto, acredita que a presença dos olímpicos em quadra no Brasil também assumirá um caráter de chamativo para os torcedores. “Acho que a gente não tem só a obrigação de jogar, mas sim de trazer o público para o ginásio. Não adianta a gente ir para uma arena lotada em Minas Gerais e, depois, disputar uma partida com três pessoas e um cachorro na arquibancada”, ressaltou.

“Queremos trazer também bastante criança para o ginásio e incentivar o vôlei por aqui. O pessoal que só assiste às partidas pela televisão terá a oportunidade de conferir os ídolos mais de perto”, concordou o técnico Giovani, bicampeão olímpico como jogador em Barcelona-1992 e Atenas-2004 e atualmente no comando do Joinville.

Entre as mulheres, a opinião foi parecida. “É muito legal jogar aqui no Brasil depois de tudo o que aconteceu na China”, destacou a ponteira Mari, que assim como a oposto Sheilla trocou o Scavolini Pesaro pelo São Caetano. “Todo mundo vai querer jogar contra a gente e será bom para todo mundo. Somos um espelho e todos vão querer ser como as atuais campeãs olímpicas”.

A meio-de-rede Thaisa, campeã em Pequim, apenas trocou de Estado: saiu do Rexona-Ades, do Rio de Janeiro e reforçou o paulista Finasa/Osasco. Mas ainda assim comemorou a volta de Fofão, Sheilla e Mari. “Foi super legal, pois fortalece o vôlei, ajuda as categorias de base, chama a atenção das categorias de base e dá uma força para a criançada”, analisu. A parceira Carol Albuquerque concordou. “O vôlei brasileiro fica mais competitivo e o nível fica mais alto”.

No total, foram 43 os atletas repatriados por equipes brasileiras para este início de Superliga. Mas, em quadra pelo País, estarão espalhados 29 medalhas olímpicas brasileiras – 18 de ouro, sete de prata e quatro de bronze, somando o currículo de todos os jogadores que disputarão os torneios masculino e feminino do Nacional de vôlei.


Leia mais sobre:



Alerta de Gols Receba notícias pelo seu celular

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo