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27/10 - 16:03

Com reforço de olímpicos, a Superliga 2008/2009 promete equilíbrio do começo ao fim
A Superliga, campeonato brasileiro de vôlei, completa 15 anos com a edição mais equilibrada dos últimos anos, no masculino e no feminino

Por Aretha Martins, do iG Esporte


Acordo Ortográfico SÃO PAULO – O domínio de Rexona/Ades e Finasa/Osasco entre as mulheres e Minas e Cimed entre os homens está no fim. Pelo menos é o que garantem os jogadores que entrarão em quadra na 15ª edição da Superliga de vôlei. “Eu não colocaria o meu dinheiro em uma casa de apostas. Se dependesse de mim, essa casa iria falir”, disse Serginho sobre um possível favorito ao título do torneio.
 
Segundo o líbero, que trocou o italiano Piacenza pelo Santander/Banespa nesta temporada, quase todos os times tem condições de chegar ao título na edição masculina da Superliga. Há três edições, Minas e Cimed fazem a final do torneio. Os catarinenses levaram duas, e os mineiros, uma. “Agora com a volta dos jogadores de seleção, vai ser muito mais equilibrado”, afirmou Éder, meio-de-rede do Cimed.
 
Além de Serginho, André Nascimento e André Heller voltaram da Itália. Eles vão defender as cores do Vivo/Minas. Marcelinho, que estava na Grécia, reforça o Tigre/Unisul/Joinville, ao lado de Anderson, que jogava no Ulbra na última temporada. Samuel ainda se recupera de uma contusão no ombro, mas vai para o Ulbra na volta às quadras. Roberto Minuzzi, que defendeu a seleção entre 2003 e 2007, deixou o Panathinaikos e é mais um reforço da equipe gaúcha.
 
Para o central Éder, além do Cimed, cinco equipes vão brigar pelo título neste ano. “Minas, Santander, Unisul, Ulbra, que contam com os reforços, e o Betim, que é forte e com uma boa base”, disse. “O Betim é bom time desde a Superliga do ano passado, quando chegaram às finais. Venceu o Campeonato Mineiro e cresce muito quando joga em casa. Eles vão dar ainda mais trabalho esse ano”, analisou o atacante Roberto Minuzzi.
 
Apesar do equilíbrio ressaltado pelos jogadores, os atuais campeões assumem que serão pressionados. “Temos a responsabilidade de sermos campeões de novo. Todo mundo acha que a gente vai chegar lá”, comentou o levantador do Cimed Bruninho. “Sei que vai ser mais duro ainda esse ano, mas o objetivo do Cimed é chegar à mais uma final. E se chegarmos vai ser maravilhoso”, completou.
 
A equipe de Santa Catarina não contou com grandes reforços para essa Superliga. O clube manteve a mesma base da temporada passada. “É um grupo no qual todo mundo já se conhece e isso é muito importante em uma competição longa como a Superliga”, ressalta o levantador e capitão do Cimed. Para ele, o time já tão acostumado a atuar junto que não existe uma divisão rígida entre titulares e reservas. “Na final do ano passado, o Kid (ex-atacante da seleção brasileira) entrou e ajudou a gente a vencer. Ele tinha sido reserva quase toda a competição e foi lá e fez o que precisava”, explicou Bruninho.
 
Mas o Cimed ainda deve seguir com o time do Minas como grande adversário. André Nascimento e André Heller reforçam a equipe e não têm nenhum problema de entrosamento. “Já jogo junto com ele há anos. Onde eu vou, ele vai atrás. Não aguento mais esse cara!”, brincou André Heller sobre o companheiro. “Ele é quem sempre vem jogar onde eu estou”, retrucou André Nascimento. “Espero que o Minas seja mais uma vez a pedra no sapato de todo mundo”, falou Heller.
 
Entre as mulheres, briga é entre o terceiro time

Cesar Conti
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Paula Pequeno e Thaíssa com a camisa do Finasa/Osasco


Finasa/Osasco e Rexona/Ades dominam o vôlei brasileiro feminino desde a edição 2002/2003 da Superliga. Entre 2002 e 2008, cada time venceu três torneios. Agora, a hegemonia de paulistas e cariocas pode estar em risco. São Caetano/Blaugisel conta com três campeãs olímpicas no elenco, Sheilla, Mari e Fofão, e quer entrar de vez nessa disputa. “Temos que trabalhar para minar os pontos fracos de Rexona e Finasa. Eu durmo pensando nisso”, afirmou o técnico Antônio Rizola.
 
Segundo a líbero Fabi, do atual campeão Rexona, a equipe do Grande ABC não está sozinha. “A briga vai ser boa para saber quem será o terceiro time. Tem São Caetano, Pinheiros e Brusque vindo muito forte aí”, falou a jogadora.
 
O técnico do São Caetano reconhece que chegar entre as primeiras posições não será simples. “O tempo será nosso principal inimigo nessa Superliga”, comentou Rizola. “Só tivemos uma semana de treino e ainda não somos um time. Somos jogadoras atuando juntas. Mas até o meio da Superliga dá para entrosar e nosso objetivo é chegar à final”, comentou Sheilla.
 
O Finasa/Osasco foi uma das equipes que mais investiu nessa Superliga. “Eles tiraram a força do Rexona no passe, levando a Sassá embora, e no ataque, levando a Thaíssa”, analisou Rizola. “Por isso essa é a primeira equipe a ser batida”, afirmou.
 
As paulistas, entretanto, negam favoritismo. “Vai ser bastante equilibrado e campeonato promete. Todos os times estão reforçados. Será completamente imprevisível. É um torneio muito longo e vai vencer quem tiver mais responsabilidade para jogar bem o tempo todo”, disse Paula Pequeno, atacante do Finasa.
 
Nove campeãs olímpicas dão o brilho da 15ª edição da Superliga. Além das mulheres do São Caetano, Paula Pequeno, Thaíssa, Carol Albuquerque e Sassá jogam no Finasa e Fabi e Fabiana defendem o Rexona/Ades.
 
A Superliga 2008/2009, tanto masculina como feminina, começa nesta quarta-feira, com rodada completa. Assim como no ano passado, o torneio será disputado em quatro turnos. Os times serão divididos em dois grupos. No primeiro turno, todos jogam contra todos em seu grupo. No segundo, todos enfrentam os times do outro grupo. Os terceiros e quarto turnos seguem a mesma regra, mas muda o mandante do jogo. O campeão de cada turno ganha pontos, que contam na classificação final. As quartas-de-final e as semifinais serão definidas em melhor de três partidas e o campeão sairá em um jogo único.


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Cesar Conti

15ª edição da Superliga
Jogadores e técnicos se reúnem em lançamento da competição da temporada 2008/2009

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