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Vôlei

19/09 - 18:41

"Estou no melhor da minha forma", diz Fofão

Levantadora que esteve em cinco Olimpíadas e se aposentou da seleção brasileira concedeu entrevista exclusiva

Gazeta Esportiva

SÃO CAETANO - Em quadra, Fofão não chama muito a atenção. Tranqüila, a ex-capitã da seleção feminina de vôlei pouco reclama com o árbitro e está longe de dar broncas homéricas nas companheiras de equipe.

Fora dela, a situação não muda muito: atuando no exterior nas últimas quatro temporadas, a discreta atleta só passou a ser amplamente conhecida após a Olimpíada de Pequim, quando conduziu a equipe nacional à inédita conquista da medalha de ouro na China. Até então, podia se dar ao luxo de desfrutar de um certo anonimato nas ruas, algo que hoje não mais acontece.

“Antes, só uma ou outra pessoa vinha falar comigo. Agora, o povo realmente me reconhece na rua”, conta a atleta, que está desfrutando bastante da nova fase, que coincide com sua volta ao voleibol brasileiro: até o final da próxima Superliga, ela defenderá a equipe do São Caetano/Blausiegel, ao lado das companheiras de seleção Mari e Sheilla. “Fico muito feliz de as coisas terem acontecido dessa maneira. Até abro mão desse meu lado caseiro para poder dividir isso com as pessoas que me apoiaram o tempo todo”, emendou.

Aos 38 anos, a levantadora que viveu boa parte da carreira à sombra de Fernanda Venturini conta com um currículo impressionante. Além dos seis títulos do Grand Prix (1994, 1996, 1998, 2004, 2006 e 2008) e das duas medalhas de prata em Mundiais (1994 e 2006), ela é a mulher brasileira com mais participações e melhor sucedida na história das Olimpíadas: ao todo: foi para os Jogos cinco vezes (de Barcelona-1992 até Pequim-2008), conquistando duas medalhas de bronze e uma de ouro. E, dizendo-se no melhor de sua forma, ainda não tem planos de parar de jogar, especialmente agora que deixou a equipe verde-amarela. Não sem antes ouvir dezenas de pedidos para ficar. Tudo em vão.

Com a medalha de ouro no peito, Fofão só quer diminuir um pouco o ritmo – em entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.Net, ela admitiu que está cansada depois da maratona vivida em 2008, que incluiu treinamentos desde maio com a seleção brasileira e um torneio de despedida depois das Olimpíadas de Pequim. “O lugar em que eu menos parei ultimamente foi na minha casa. A minha mala da Olimpíada ainda está lá, fechada, pois não consegui desfazê-la por conta da correria”, confessou a levantadora, que não desgruda do maior símbolo do sucesso de sua carreira. “Eu sempre carrego a medalha de ouro comigo”, afirmou.

Mas nem tudo é alegria para Fofão. Nos bastidores, a jogadora está travando uma batalha contra seu último clube, o Murcia, da Espanha, que ainda deve salários atrasados tanto para ela quanto para as também selecionáveis Walewska e Jaqueline. “Entraremos com um advogado na Justiça porque da parte deles não houve nenhuma solução”, contou.

No bate-papo, ela também falou sobre maternidade, motivação, o pós-Atenas (quando ela pensou em deixar a seleção, mas foi convencida a ficar pelo técnico José Roberto Guimarães), as derrotas do último ciclo olímpico, ansiedade na semi e na final olímpica, além da crise que se abateu sobre a seleção de 2002, vaidades e Fernanda Venturini. Entre outras coisas, revelou que não acredita que teria as mesmas oportunidades na carreira se tivesse que começar agora. “Hoje em dia a altura está pesando muito para quem começa a jogar. Acho que seria no máximo a líbero”, sorriu a atleta, de 1,73m.

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