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07/09 - 12:05

Na despedida de Fofão, Brasil vence por 3 sets a 0

Levantadora de 38 anos fez seu último jogo com a seleção medalha de ouro da última Olimpíada

Gazeta Esportiva

FORTALEZA - Uma das maiores jogadoras da história do voleibol brasileiro, a levantadora Fofão se despediu da camisa verde-amarela com vitória. Neste domingo, ela comandou a equipe na vitória por 3 sets a 0 sobre a República Dominicana, na decisão do Torneio Final Four, em Fortaleza. As parciais forma de 25/21, 25/17 e 25/18.

Aos 38 anos, a capitã da equipe nacional havia prometido deixar de defender a seleção brasileira após as Olimpíadas de Pequim, a quinta edição dos Jogos Olímpicos de sua carreira. A atleta, porém, topou adiar a despedida por mais alguns dias a pedido da Confederação Brasileira de Vôlei, que anunciou a primeira edição do Final Four durante a competição chinesa, na qual a seleção verde-amarela conseguiu a medalha de ouro.

Fofão iniciou a carreira na seleção em 1991, quando conquistou a prata nos Jogos Pan-americanos de Havana. A atleta se manteve na reserva de Fernanda Venturini até o Mundial de 1998, quando a atual esposa do técnico Bernardinho anunciou a despedida da seleção pela primeira vez. Com isso, a paulista teve a oportunidade de, atuando como titular em Sidney-2000, ajudar o Brasil a conquistar seu segundo olímpico.

Quatro anos antes, Fofão já havia ficado em terceiro nos Jogos de Atlanta, mas pouco jogou na condição de substituta de Venturini, que depois de ter sua filha Júlia em 2001, voltou ao vôlei. Com isso, Fofão mais uma vez ocupou a reserva nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, quando o Brasil ficou com o quarto lugar depois de perder a semifinal para a Rússia de forma incrível (o país chegou a estar vencendo por 2 sets a 1 e ter 24 a 19 no quarto set).

Fofão então chegou a considerar seriamente a possibilidade de sair na seleção naquela época mas, depois de um ano descansando das partidas com o time nacional, foi convencida pelo técnico José Roberto Guimarães a permanecer por mais um ciclo olímpico. Ela aceitou e, no mês passado, conquistou o maior êxito de sua carreira em Pequim.

Uma das atletas mais emocionadas nos minutos seguintes à disputa do ouro, Fofão teve poucas lesões em toda a carreira. Ainda hoje mantém-se em excelente forma física e está com contrato assinado por uma temporada com o time do São Caetano/Blausiegel, onde jogará ao lado das também selecionáveis Mari e Sheilla. Depois, ainda não sabe se vai se despedir definitivamente das quadras ou se continua por mais tempo atuando.

Nos últimos momentos do terceiro set, Zé Roberto não fez a tradicional inversão, onde Fofão sempre dá lugar a outra atleta mais alta para facilitar o bloqueio e deixou a levantadora em quadra. Emocionando ao lado sa quadra, ele ainda viu a atleta mandar uma bola para Fabiana e outra para Sheilla errar, até que Paula finalmente cravou a última bola.

Assim que o duelo foi encerrado, todas as jogadoras abraçaram Fofão e a jogaram para o alto. Em seguida, começaram a gritar 'Fica Fofão'. Zé Roberto também foi dar um abraço na jogadora, que não segurou as lágrimas enquanto o ginásio de Fortaleza também gritava seu nome. 'Agradeço a Deus por ter me dado saúde para chegar até aqui. Vou sentir muita saudade. Poder jogar pela última vez pela seleção diante da torcida brasileira vai marcar minha vida', destacou.

Ao todo, Fofão disputou 340 partidas com a seleção brasileira. Capitã do time dourado, Fofão ganhou o apelido do seu primeiro treinador, João Crisóstomo, pelas bochechas que lembravam o boneco do programa de televisão.

Mais despedidas ? - O domingo pode também ter sido marcado pela despedida de outras duas atletas campeãs olímpicas: Walewska e Carol Albuquerque. Enquanto a primeira quer um afastamento de pelo menos 'um ou dois anos' para cuidar da vida pessoal, a levantadora reserva depende de uma conversa com o técnico José Roberto Guimarães para tomar sua decisão definitiva.


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CBV/ Divulgação

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