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Vôlei

28/08 - 15:13

Fora da seleção, Anderson ainda não vislumbra final da carreira

aos 34 anos, o atleta ainda não definiu um prazo para encerrar a sua carreira definitivamente

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Oposto reserva da seleção brasileira masculina de vôlei, Anderson despediu-se da camisa verde-amarela com a medalha de prata obtida na Olimpíada de Pequim. No entanto, aos 34 anos, o atleta ainda não definiu um prazo para encerrar a sua carreira definitivamente.

"Eu ainda não parei para pensar quanto tempo eu vou jogar em clube e ou no que vou fazer da minha vida depois que deixar as quadras", comentou o atleta, que perdeu toda a fase de mata-mata na Olimpíada por conta de uma torção no tornozelo esquerdo.

"Primeiro, quero curtir as minhas pequenas férias de, no máximo, uma semana (risos). Vou cuidar do meu tornozelo porque tenho contrato com a Tigre/Unisul/Joinville para a próxima temporada e quero cumpri-lo da melhor forma possível", emendou.

Primeiro dos selecionáveis a voltar a jogar no Brasil, ainda na temporada passada, Anderson não descarta deixar o Brasil novamente no futuro. "Daqui a um ano, como não tenho mais a seleção, pode ser que eu vá jogar fora do país. Vai depender da minha condição física, técnica e de convites que irão surgir", explicou.

Anderson revelou ainda que a decisão de deixar a seleção brasileira já estava tomada há muito tempo. "Desde 2004, eu já tinha planejado ir somente até as Olimpíadas de Pequim. Até porque eu estou ficando um jogador mais baixo e não sou mais um garoto de 26 anos... tenho que deixar a fila andar. Não posso ficar aqui tentando impedir o crescimento de outros jogadores", avaliou.

Bernardinho, porém, não concorda com o jogador e até chegou a apontar a sua falta de condições de jogo na final como um dos motivos que pode ter feito o Brasil cair diante dos Estados Unidos. "Ninguém falou sobre a falta do Anderson na final, pois precisávamos dele no lugar do André Nascimento, que estava muito marcado", comentou.

Oposto titular, André apóia o treinador. "No momento da dificuldade, o grupo sentiu a necessidade da inversão (opção tática geralmente feita no final do set, quando o levantador é substituído por um oposto e o oposto titular sai para a entrada do levantador reserva)", afirmou.

Anderson, porém, preferiu manter a humildade. "Poderia ter acontecido a mesma coisa se eu estivesse em quadra. Não adianta pensar "se". É claro que na hora que se perde o ouro dá uma certa tristeza, porque acabamos de perder uma partida. Mas, sem dúvida, uma prata é melhor do que um bronze", comentou.


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