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Vôlei

27/08 - 16:32

Após desabafo, seleção pede desculpas a "ofendidos"

"Aquilo foi uma resposta a quem chamava essa seleção de amarelona", disse o técnico Zé Roberto

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Minutos após o encerramento da partida contra os Estados Unidos e a consequente conquista do título olímpico, a líbero Fabi e a ponteira Mari, além do técnico José Roberto Guimarães, não deixaram passar a oportunidade de responder àqueles que tachavam a seleção brasileira feminina de vôlei de "amarelona". Enquanto Zé Roberto declarou que "era amarelo sim, mas amarelo de ouro", Mari e Fabi fizeram um gesto de silêncio para as câmeras.

A atacante ainda completou que queria "silêncio total" e que, com o êxito, "as pessoas deveriam aplaudir de pé".

Porém, de acordo com os três, tudo não passou de emoção pelo momento. "Aquilo foi uma resposta a quem chamava essa seleção de amarelona, pois internamente nós não aceitávamos essa situação. No vôlei tudo pode acontecer e eu via as jogadoras batendo com tudo na bola, que não caía. Mas, peço desculpas se ofendi alguém", comentou o técnico.

Mari, por sua vez, adotou discurso semelhante. "O "cala a boca" foi um desabafo momentâneo, até porque só eu sei o que passei nestes quatro anos", declarou Mari, que ficou como a "vilã" de Atenas por ter desperdiçado dois dos cinco match points que o Brasil teve no quarto set da semifinal contra a Rússia em Atenas-2004. "Foi o que veio na minha cabeça ali, mas peço desculpas se ofendi alguém", afirmou.

Fabi também negou que o recado tenha um destino. "Não foi "cala a boca", mas sim um silêncio. Eu e a Mari brincamos um dia no treino e aquilo não era um protesto, não era em direção a ninguém. Era para mim e para a Mari porque eu, como amiga, senti o que ela passou nos últimos quatro anos e o quanto ela queria aquele ouro. Ficamos até surpresas com o quanto isso repercutiu aqui porque a intenção não era essa", garantiu.


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