iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Vôlei

26/08 - 17:11

Sem definir futuro, Bernardinho não esconde vontade de ficar

Se continuar na seleção, primeira tarefa do treinador será procurar substitutos para os jogadores que se aposentaram

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Encerrado o segundo ciclo olímpico da Era Bernardinho, o treinador colocou, ainda na China, a sua permanência frente à seleção masculina de vôlei em xeque. De acordo com o técnico, já não era mais possível continuar na intensa maratona dos últimos anos, onde ele comandou a equipe feminina de Rexona/Ades, a seleção verde-amarela, além de dar palestras empresariais.

Porém, de volta ao Brasil após a conquista da medalha de prata em Pequim-2008, Bernardinho não escondeu a vontade de continuar até Londres-2012. "O que mais me motiva é continuar com o grupo, além de ser um desafio continuar por mais um ciclo e chegar bem no final dele. Espero que eu encontre esses jogadores com muita vontade", declarou Bernardinho.

A tendência do treinador em ficar ficou ainda mais evidente quando o assunto renovação da equipe entrou em pauta. Independente de quem seja o próximo técnico do time masculino de vôlei do Brasil, ele não poderá mais contar com peças importantes, caso do central Gustavo e do oposto Anderson, que já confirmaram a sua ausência - outros nomes, como Marcelinho, André Heller e Sergio Escadinha ainda não sabem dizer sobre o que farão no futuro.

"Quem tiver condições de continuar, vai continuar e (na hora da convocação) eu não vou olhar carteira de indentidade, mas sim o rendimento de cada jogador e a vontade dele em defender a seleção", afirmou Bernardinho. "A seleção de novos também tem muitos jogadores bons, vamos olhar a Superliga, os campeonatos internacionais... todos serão observados e vamos selecionando", destacou.

Como o calendário da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não prevê mais nenhuma competição da seleção masculina para este ano, Bernardinho ainda tem bastante tempo para pensar. Para a temporada 2008/2009, por exemplo é certo que ele continue como técnico da equipe feminina do Rexona/Ades, campeã das três últimas edições da Superliga.

"Ele chegou hoje e ainda vamos conversar para que ele defina quantos dias de folga terá antes do início de nossos compromissos, a Copa Brasil de Vôlei, a partir de 19 de setembro. O Bernardinho e toda a comissão técnica (que é praticamente a mesma da seleção brasileira) ficam nesta próxima Superliga e só depois definem o que vão fazer", comentou Harry Bollmann, supervisor do Rexona, se referindo ao fato de a Liga Mundial tradicionalmente só começar depois dos compromissos dos clubes.

Os próprios jogadores não acreditam na saída do comandante - ainda na Liga Mundial 2008, Bernardinho comentou que uma permanência sua estaria ligada ao apoio dos atletas. "Pelo o que nós lemos por aí, diz que ele e o Zé já assinaram por quatro anos", afirmou o ponteiro Dante. "Eu acho que ele vai renovar porque a referência hoje é ele e conquistou tudo o que permitira. Acho que o Ary Graça não vai deixar ele sair. Se depender do nosso apoio, ele fica na seleção. Se for por isso, ele já está empregado", sorriu o jogador.

Entretanto, questionado diretamente pela Gazeta Esportiva.Net sobre seu futuro à frente da seleção brasileira, Bernadinho disse que ainda não teve a oportunidade de fazer isso. "Ainda nem encontrei com o Ary Graça (presidente da Confederação Brasileira de Vôlei) para conversar. Vou ver se resolvo isso nas próximas semanas", resumiu o treinador.


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo
Contador de notícias