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23/07 - 07:51

Brasileiros alertam contra o perigo russo

Seleção tem mostrado no discurso que conhece o potencial do adversário desta quarta-feira pela Liga Mundial

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Adversário de estréia do Brasil na fase final da Liga Mundial, a seleção russa de vôlei masculina causa preocupação nos atuais campeões olímpicos e mundiais. O duelo entre as duas seleções está programado para esta quarta-feira, a partir das 10 horas (horário de Brasília), no ginásio do Maracãnazinho, Rio de Janeiro.

“A Rússia é uma equipe extremamente perigosa. No aspecto físico, é uma das equipes mais fortes do mundo e conta com boa técnica também”, comenta o técnico Bernardinho. “Nos últimos anos, sempre marcaram presença nos momentos decisivos das principais competições. Usam muito bem a força do saque e o bloqueio para superar seus adversários. Precisaremos de bastante atenção para que o jogo deles não entre”, emenda.

Para o meio-de-rede Gustavo, o Brasil precisará de muita tranqüilidade para encarar os gigantes europeus. “Será a estréia mais complicada dos últimos anos na Fase Final da Liga Mundial. Enfrentamos a Rússia muitas vezes nas últimas temporadas e acredito que o retrospecto seja muito equilibrado (40 vitórias brasileiras contra 35 russas). É um time que aposta bastante no saque e no bloqueio. Por isso, precisaremos de paciência para encontrar os espaços na quadra. O oposto Poltavskiy e o ponteiro Tetyukhin são os principais pilares da equipe”, aponta.

O ponteiro Dante garante que os brasileiros já estudaram muito bem os adversários e sabem como vencê-los. “Conhecemos bem os pontos fortes e fracos dos russos. Sabemos que o jogo deles se baseia na relação saque-bloqueio. Se tivermos tranqüilidade na recepção e conseguirmos jogar em velocidade, fugindo do bloqueio deles, a partida ficará favorável. Quando percebem que seus principais fundamentos não estão funcionando, os russos perdem a tranqüilidade e neste momento precisaremos aproveitar para vencer. Foi isso que aconteceu na Copa do Mundo do ano passado, quando vencemos por 3 a 1”, lembra.

Depois de atuar na última temporada no voleibol russo, pelo Iskra Odsintovo, o capitão Giba pede para que o timer não se empolgue com o clima festivo do Maracãnazinho. “Não podemos cair na armadilha de achar que tudo está a nosso favor e que vamos vencer com tranqüilidade. Sabemos que será muito complicado, pois as equipes finalistas são muito fortes. Logo na estréia, por exemplo, enfrentaremos a Rússia, em um duelo que muitos acreditam que pode voltar a acontecer na final. É um time que tem muita potência e conta com saque, bloqueio e ataque impressionantes”, destaca.

Brasil e Rússia já decidiram a Liga Mundial três vezes, com duas vitórias brasileiras (1993, em São Paulo, e 2007, na Polônia) e uma da Rússia (2002, em Belo Horizonte). E o vice-campeonato na capital mineira não foi esquecido pelos atletas brasileiros.

“Naquele momento, o time ainda estava em formação. Estávamos nos firmando como equipe e aquele resultado foi importante para o nosso crescimento. Dali em diante, percebemos que só nos unindo superaríamos todas as dificuldades que apareceram. Hoje, passados seis anos, vejo que aprendemos a lição”, comenta o oposto André Nascimento.


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Divulgação/CBV

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