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23/07 - 11:30

Brasil derrota Rússia na estréia da fase final da Liga Mundial de vôlei

Com dificuldades apenas no primeiro set, o Brasil venceu o jogo por 3 sets a 0

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Com isso, eles chegaram a estar até na frente do placar nos dois primeiros set, mas não resistiram ao já conhecido poder de reação do time brasileiro.   

Tal aspecto ficou evidente principalmente no segundo set, quando o Brasil foi buscar um placar que chegou a estar em 06 a 10. Abatida e errando muitos serviços, a Rússia sequer chegou a ameçar na terceira etapa, permitindo que o Brasil igualasse o número de vitórias contra os rivais na história em 36 êxitos para cada lado (levando-se em conta a antiga URSS).

Estrela do Campeonato Russo na última temporada, Giba apareceu forte no saque, enquanto o oposto titular André Nascimento se deu bem na hora de virar as bolas, mostrando muita inteligência na hora de explorar o forte bloqueio europeu. Marcelinho também foi destaque, mostrando boa variação de jogadas.

O time nacional volta à quadra na sexta-feira, para o duelo contra o Japão, time convidado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para participar da fase final da Liga, novamente a partir das 10 horas (horário de Brasília).

Dependendo do resultado do duelo entre orientais e russo nesta quinta, o Brasil já pode entrar em quadra classificado para as semifinais. O jogo desta quarta foi teoricamente o mais difícil dos campeões olímpicos e mundiais este ano, já que a Rússia foi a segunda melhor equipe da fase classificatória da Liga Mundial, perdendo justamente para os brasileiros.

De acordo com as regras da competição, as seis equipes que ainda disputam o título foram divididas em dois grupos, onde se classificam para as semifinais os dois melhores colocados. A decisão da taça está marcada para o próximo domingo.

O jogo
Logo de cara, o Brasil fez a Rússia provar do próprio veneno: depois de saque de André Heller, seu xará André Nascimento abriu o placar da partida com um belo bloqueio. Experiente, entretanto, o time russo não se abalou e com dois pontos na sequência virou o placar: 2 a 1.

Estrela do time russo, Semen Poltavskiy começou em ritmo forte e, antes do primeiro tempo técnico, já havia marcado três pontos. Ambos os times buscavam forçar o saque e Giba colocou o Brasil novamente à frente com um ace (7 a 6).

A jogada acendeu a torcida e o time verde-amarelo conseguiu abrir dois pontos de vantagem com dois bons lances seguidos de André Heller: 13 a 11. Só que isso não significou mais tranquilidade na partida, com os russos voltando a encostar e virando o placar com um bloqueio triplo em cima de Giba: 17 a 16.

Poltavskiy então converteu o ponto seguinte e obrigou Bernardinho a pedir tempo pela primeira vez. Como a Rússia só ampliou a vantagem, o técnico brasileiro antecipou a inversão, colocando Bruninho e Anderson em quadra. A tática não deu certo e os titulares Marcelinho e André Nascimento voltaram à quadra.

Foi aí que Giba apareceu no saque e se tornou peça fundamental para ajudar o Brasil a empatar o set em 22 pontos. A virada, muito comemorada pelos atletas, veio com Nascimento, que explorou o adversário para fazer seu quinto ponto na partida. O oposto teve a chance de conseguir o primeiro set point em seguida, mas desta vez parou no paredão europeu. André, entretanto, logo se redimiu e fez o ponto que fechou a etapa em 25 a 23.

As ações continuaram equilibradas na segunda etapa, mas o saque russo passou a entrar com mais eficiencia. Com isso, a recepção do Brasil ficou prejudicada e, com dois erros seguidos de Giba no ataque, a Rússia chegou ao 8 a 5. Em seguida, os rivais chegaram ao 10 a 06, fazendo com que Bernardinho pensasse em colocar Murilo na quadra.

Com tranquilidade, porém, o Brasil foi tirando essa diferença pouco a pouco até que André Nascimento fez 11 a 11. Sergey Tetyukhin então tocou na rede e o time verde-amarelo passou à frente. O mesmo erro foi cometido pelo levantador Sergey Grankin e os donos da casa chegaram ao 14 a 11, obrigando Vladimir Alekno a fazer um pedido de tempo.

Mais uma vez, a Rússia sentiu a reação brasileira. Com direito a uma "china", jogada típica do voleibol feminino, Dante fez 18 a 13. Volkov, de 2,10m, ainda conseguiu um ponto de ace, mas nada que assustasse os brasileiros. Líbero, Sergio Escadinha chegou a fazer um belo levantamento antes de o time fechar o segundo set em um erro de saque rival.

Para a terceira etapa, o técnico russo fez uma troca de ponteiros, tirando Alexander Kosarev em favor de Yury Berezhko. O time, porém, passou a errar ainda mais saques, facilitando o trabalho da equipe de Bernardinho.

Ao contrário das parciais anteriores, o Brasil se impôs logo no início da parcial, conseguindo bons lances mesmo quando o passe não era perfeito, caso de Giba no 7º ponto. O bloqueio adversário também estava perdido com a grande variação de jogadas imposta por Marcelinho.

Poltavskiy era outro que já não rendia mais e foi presa fácil de Dante no ponto que colocou 12 a 07 no placar. Desconcentrada, a Rússia parecia querer acabar logo com a partida e Bernardinho aproveitou a chance para deixar Murilo ganhar ritmo. Sem problemas, o Brasil caminhou tranquilamente para a vitória, que veio com um ace de Dante, o segundo consecutivo na etapa.


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Divulgação/CBV

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Poder de reação
O Brasil começou apático, mas reagiu a tempo de garantir uma vitória tranqüila em casa

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