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Vôlei

16/07 - 15:07

Foco e união marcam discurso da seleção feminina

“A essência do nosso time é o coletivo. A evolução de uma sempre reflete na outra", disse Paula Pequeno

Gazeta Esportiva

Após da conquista do sétimo título do Grand Prix de forma irrepreensível, as jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei fizeram questão de ressaltar a concentração e a união com que o grupo nacional atuou no torneio, o último antes das Olimpíadas de Pequim. De acordo com as atletas, este foi o diferencial do time com relação aos seus principais adversários.

“A essência do nosso time é o coletivo. A evolução de uma sempre reflete na outra”, discursou a atacante Paula Pequeno. “Temos uma busca constante por melhorias e por qualidade”, garantiu.

Oposto titular, Sheilla embasou o raciocínio da companheira e assumiu o favoritismo verde-amarelo ao pódio em Pequim. “Nosso time está muito bem preparado para fazer um bom resultado nas Olimpíadas. Estamos bem focadas em ser campeãs”, discursou a atleta, garantindo que a conquista do Grand Prix não mudará nada na preparação das atletas. “Ninguém está se sentindo pressionado. Vamos fazer o nosso melhor em Pequim”, completou.

Capitã da equipe nacional, Fofão também ressalta que as jogadoras estão extremamente concentradas em fazer bonito na China no próximo mês. “Temos vontade de conseguir uma coisa muito maior. Dependemos bastante do grupo e estamos conseguindo mantê-lo muito fechado”, comentou a levantadora.

De acordo com ela, o fracasso de quatro anos atrás, quando o Brasil caiu diante da Rússia na semifinal e perdeu a medalha de bronze para Cuba, é um fator de motivação. “Nós vamos para a China com o objetivo de uma medalha. A cabeça toda se volta para esta meta e a maioria das jogadoras sabe que isso é muito importante para todo mundo. Como em 2004 tivemos a oportunidade e não conseguimos, não queremos deixar que essa chance escape de novo”, apontou a atleta, que se despede do time nacional nos Jogos.

Por sua vez, a líbero Fabi exemplifica o quanto as jogadoras possuem uma relação boa. “O Grand Prix de 2008 foi o mais longo que eu joguei na seleção, mas o sentimento é de que foi o mais rápido porque a convivência foi muito harmônica. Claro que em um campeonato longo como este, tem alguns dias você não quer falar com ninguém, mas na maior parte do tempo você está disposta a ajudar suas companheiras”, destacou a atleta.

Técnico do Brasil, José Roberto Guimarães concorda. “Sei que teremos dificuldades em Pequim, mas se as jogadoras continuarem com essa determinação, vamos brigar com qualquer equipe do mundo”, ressaltou o técnico, que também citou momentos críticos da seleção nos últimos anos, como os vice-campeonatos no Mundial nos Jogos Pan-americanos, como fatores de evolução.

“Todos os problemas que você passa durante o ciclo olímpico ajudam, além de te dar um parâmetro de várias situações. E o que essa seleção mostrou agora em termos de comportamento e foco foi muito legal”, elogiou Zé Roberto, campeão olímpico em Barcelona-1992. “Este é um dos melhores grupos que eu já trabalhei. Até nos treinos e vídeos havia uma atenção muito grande com os adversários, inclusive na parte da estratégia. Foi por isso que diminuímos os erros, especialmente de contra-ataque”, acredita.

Ao todo, o time brasileiro passou 38 dias fora do país – antes do Grand Prix, a equipe nacional esteve nos Estados Unidos para fazer três amistosos contra a seleção local. E o período foi de muita evolução técnica, assegura Fofão. “Uma coisa que sentíamos muita falta era conseguir manter o mesmo ritmo do início ao fim. E nós conseguimos melhorar isso. O objetivo maior do Grand Prix era treinar e não ser campeã, mas as coisas foram acontecendo”, comemorou.


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