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15/07 - 14:00

Mari: título e prêmio individual não foram volta por cima
A jogadora teve um 2007 complicado, rendendo abaixo da média e sendo cortada da seleção

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Eleita melhor jogadora da edição 2008 do Grand Prix, competição no qual o Brasil conquistou o seu sétimo título no último final de semana, a atacante Mari não vê seu desempenho como uma redenção.

Um dos destaques brasileiros nas Olimpíadas de Atenas, a jogadora teve um 2007 complicado, rendendo abaixo da média e sendo cortada da equipe nacional depois dos Jogos Pan-americanos supostamente por problemas disciplinares.

“Não diria que foi uma volta por cima, pois acho que ainda temos muito pela frente”, comentou a jogadora, uma das mais assediadas no desembarque da seleção feminina na manhã desta terça-feira em Cumbica. “Todo ano eu tento dar o meu melhor, mas tem vezes em que nada dá certo. Altos e baixos são normais na vida de qualquer atleta. Só espero que esse ano eu continue tendo altos”, brincou.

Mari não se esqueceu de agradecer publicamente o apoio das outras atletas da seleção brasileira. “Mesmo eu ficando quase um ano fora, o grupo se fechou comigo de novo. Sem a ajuda delas, eu não teria conseguido este prêmio. Acho que me destaquei um pouco mais pelo fato de estar bem naquela hora, mas o grupo todo foi bem no Grand Prix. Todas estão de parabéns e eu dedico este prêmio a elas”, discursou.

A ida para a Itália defender o Pesaro também foi um dos fatores fundamentais para a recuperação de Mari, que ao lado de Sheilla sagrou-se campeã do torneio de clubes mais forte do mundo antes de se apresentar à seleção. Além disto, a ponteira/oposta ainda destacou que resolveu deixar todo o lado negativo para trás na virada do ano.

“Cada ano é um ano. Sempre se fala: é muito fácil chegar ao topo, o difícil é se manter”, discursou Mari, que acredita poder ser ainda melhor nos Jogos Olímpicos. “Acho que temos uns 30% de força física para ganhar, além de trabalhar mais alguma coisa na parte técnica e ver o psicológico quando chegarmos lá”, enumerou.

A jogadora ainda falou sobre a moral com que este grupo embarca para a Ásia no dia 29 deste mês – antes de ir para a China, o Brasil faz uma adaptação no Japão. “A vontade e a determinação são nítidas nas expressões das jogadoras do nosso time. Sabíamos que não estávamos em um Grand Prix qualquer, mas sim na preparação para as Olimpíadas. Como nossos principais adversários estavam lá, queríamos atropelar e passar por cima delas para ter certeza de que podemos fazer isso em Pequim também”, comemorou Mari, esbanjando confiança.


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