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Vôlei

15/07 - 16:25

Fofão afirma: Brasil jogou “simples” na competição

"Temos muita coisa para mostrar e conseguimos esconder um pouco no Grand Prix", disse a levantadora

Gazeta Esportiva

Quem acredita que o bom desempenho demonstrado em quadra pela seleção brasileira feminina de vôlei no Grand Prix foi o auge técnico do time, irá se surpreender nas Olimpíadas de Pequim. Ao menos, foi esse o recado que a levantadora Fofão mandou nesta terça-feira: de acordo com ela, o time sequer mostrou o seu melhor até agora.

“Tem muita coisa que pediram para a gente não mostrar”, admitiu a capitã da equipe nacional. “Conseguimos fazer um jogo bem feito, mas simples. Temos muita coisa para mostrar e conseguimos esconder um pouco no Grand Prix para colocar em prática nas Olimpíadas”, destacou a atleta.

Ela exemplificou. “Esse time te dá muitas condições de você variar as jogadas, especialmente pela velocidade, força das centrais”, comentou Fofão, que ressaltou a postura da equipe em quadra. “Acredito que estamos no caminho certo, tanto no merecimento quanto no crescimento desta equipe”, afirmou.

O discurso de “melhorar”, aliás, foi a tônica das atletas. “Cada uma tem um pouco mais a contribuir ainda. Eu, por exemplo, posso melhorar na defesa. Temos três semaninhas para fechar alguns detalhezinhos”, afirmou a oposto Sheilla. “Aprendemos muitas coisas, mas sabemos que ainda temos muito a buscar. Ainda bem que temos um tempo para melhorar algumas coisas. Vamos ver algumas coisinhas, mas acho que a galera está muito motivada”, concordou Fabiana.

Treinador brasileiro, José Roberto Guimarães está especialmente preocupado com a defesa. “Acho que esse é ponto que está faltando. No terceiro set do último jogo contra a China (o único que o Brasil perdeu na fase final), por exemplo, caíram bolas bobas. A cobertura está melhorando, mas ainda estamos tendo dificuldades especialmente com as bolas quebradas, as bolas batidas contra o corpo. Para as bolas fortes, tivemos um componente muito bom que foi o bloqueio. Com isso, consequentemente evoluiremos o contra-ataque”, explicou.

Apesar do alto nível de exigência, Zé Roberto não escondeu a felicidade com as jogadoras. “Jogamos com muita velocidade, usando várias bolas de fundo, o saque foi forçado e entrou, o que ajudou muito. Deu tudo certo para o que a gente se propôs para o Grand Prix. Mas Olimpíada é um patamar acima”, insistiu o treinador, lembrando os diversos problemas e situações que os principais adversários do Brasil enfrentaram.

“Os Estados Unidos tiveram vários problemas com a levantadora titular (Lindsey Berg), além de a Kim Willoughby, uma atacante importante, ter travado as costas na fase final e ficado de fora. A China estava com o time titular, mas ficou fazendo experiências. Já a Itália teve duas jogadoras importantes fora, a Antonella Del Core e a Simona Gioli, a primeira porque foi constatado um problema no coração e a segunda porque o técnico liberou para voltar mais cedo. Cuba também jogou com a gente sem a Nancy Carrillo, que é uma central melhor que as duas meios que estiveram naquela partida”, enumerou.

“Por isso que estamos com os pés no chão e não dá para dizer nada. Não estamos sossegados. Esses times vão apresentar muito mais que no Grand Prix. Não é só achar que está tudo ok, que a seleção jogou bem e vai ser sempre assim”, resumiu o técnico brasileiro.

De volta ao país, as jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei ganham folga até domingo - neste período, entretanto, elas terão que fazer quatro sessões de musculação por conta própria. Na segunda, as atletas se apresentam em Saquarema, onde permanecem até 29 de julho, dia do embarque para Osaka (Japão), onde será feita a adaptação ao fuso horário asiático.


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