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14/07 - 18:48

Fofão se despede da disputa com recorde de títulos
Este ano, o Brasil fez uma campanha irrepreensível na reta final do Grand Prix e foi campeã invicta

Gazeta Esportiva

YOKOHAMA (Japão) - Capitã da seleção brasileira feminina de vôlei, Fofão fez neste domingo sua última partida pelo Grand Prix. Recordista de títulos na disputa (seis), a jogadora de 38 anos já avisou que deixará a equipe nacional no final do ano, independente do resultado das Olimpíadas de Pequim.

“Toda competição é uma despedida para mim. Lembrei disso em todos os momentos desse Grand Prix. Até no pódio fiquei olhando para o ginásio e pensei em tudo o que já havia passado”, afirmou a jogadora, que só não participou da campanha vitoriosa do Brasil em 2005 – à época, ela havia ganhado um ano de folga da seleção após o quarto lugar nos Jogos de Atenas.

Na Grécia, a jogadora chegou a pensar em deixar o time nacional, mas foi convencida pelo técnico José Roberto Guimarães a ficar mais um ciclo olímpico.

Este ano, o Brasil fez uma campanha irrepreensível na reta final do Grand Prix, derrotando com relativa facilidade alguns de seus principais adversários nos Jogos Olímpicos, caso de Itália, Cuba, Estados Unidos e China. Tal superioridade surpreendeu até mesmo Fofão.

“Não esperava que o título viesse da maneira como foi. Acreditava que seria mais difícil, principalmente, para mim. Fiquei três semanas parada (ela sofreu uma forte pancada no joelho direito em um amistoso contra os Estados Unidos, no início de junho), e tive receio de não ter tempo de me entrosar com o grupo e de jogar bem. Nossa concentração durante todo o Grand Prix foi o que nos diferenciou de qualquer outra equipe. Por ser a nossa primeira competição no ano, a motivação foi grande”, analisou.

Fofão já ultrapassou a marca de 200 jogos pela seleção brasileira adulta, e neste domingo, disputou o 94º no Grand Prix (78 vitórias e 16 derrotas). “O que vai ficar guardado para sempre é a convivência. No Grand Prix a gente passa mais de um mês juntas. É o campeonato mais longo. Terei para sempre a lembrança de cada cidade onde jogamos, de cada uma das meninas, de cada história engraçada. Depois de tantos anos disputando o Grand Prix, já me sinto em casa jogando no Japão. E fico feliz de ter me recuperado a tempo de jogar o torneio pela última vez. Foi perfeito”, comemorou.

Do técnico José Roberto Guimarães, a capitã da seleção brasileira ganha só elogios. “A Fofão sabe distribuir as jogadas como ninguém. Durante este Grand Prix acionou as meninas em importantes contra-ataques. Uma levantadora como ela é decisiva em diversos momentos”, destacou.

Fabi, líbero da seleção, também não esconde o fato de ser fã da levantadora. “A Fofão foi impecável nessa fase final do Grand Prix. Mesmo ela ficando sem jogar durante três semanas, ela conseguiu voltar muito bem. A Fofão está jogando cada vez melhor”, ressaltou.


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