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Vôlei

13/07 - 08:50

Mari dá a volta por cima e é a MVP do torneio

Depois de ser afastada da seleção por indisciplina, jogadora volta e é considerada a melhor do Grand Prix

Gazeta Esportiva

Menos de um após ser afastada da seleção brasileira feminina de vôlei supostamente por problemas disciplinares, a atacante Mari coroou sua volta por cima com o título de Most Valuable Player (MVP, Melhor Jogadora) da edição 2008 do Grand Prix, onde o Brasil conquistou o seu sétimo título. De fato, Mari deu show na competição.

Mostrando grande confiança depois de ser campeã italiana com o Pesaro na último temporada, ela foi a bola de segurança de Fofão no torneio. Além disto, Mari é versátil e pode jogar tanto como ponteira como oposto. A jogadora também já atuou como meio-de-rede no início da carreira, e, em caso de extrema necessidade, sabe atuar na posição.

Mari apareceu para o público nas Olimpíadas de Atenas, onde era a novata da seleção brasileira. Na época, ela foi convocada com a missão de substituir Paula Pequeno, que sofreu uma séria contusão no joelho pouco tempo antes da competição. Mesmo jovem, a jogadora então com 21 anos não decepcionou e foi a maior pontuadora do Brasil na disputa grega.

Porém, Mari ficou marcada por outro motivo, este bem mais triste: por ter desperdiçado dois dos cinco match points no famigerado 24/19 que o Brasil tinha no quarto set diante da Rússia na semifinal, ela foi apontada por muitos como a maior responsável pela derrota do Brasil.

Entretanto, mostrou fora de quadra a mesma frieza que nos jogos, Mari não se abalou e, na volta ao país, não fugiu dos jornalistas, ao contrário de outras atletas da equipe. Depois, passou um período difícil por conta de uma contusão no ombro, dificuldades na adaptação como ponteira passadora (José Roberto Guimarães sugeriu que ela deixasse de ser oposto) e chegou ao "fundo do poço" com o corte após o Pan do ano passado, até hoje não totalmente esclarecido.

De contrato assinado com o Pesaro, ela fez as pazes com o técnico Zé Roberto, que era dirigente do time, e iniciou a sua recuperação, voltando a se tornar uma das principais atletas do Brasil às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Wal também é premiada - Além de Mari, outra atleta do Brasil deixa o Japão com um título individual: Walewska, eleita a melhor bloqueadora. Mesmo ficando longe do título, o Japão, sede da fase final, dominou a premiação, com quatro títulos: líbero (Yuko Sano), levantadora (Takeshita), saque e bloqueio (ambos com Kurihara). Beneficiada pelo esquema 4-2 (duas levantadoras em quadra, que também têm a função atacam), a levantadora cubana Ramirez foi escolhida a melhor atacante da disputa.


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