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Vôlei

11/07 - 18:00

Juliana diz estar 100%, mas presença na Olimpíada é incerta

Rotina de 16 horas diárias de recuperação colocou a jogadora em boas condições, mas decisão final será tomada apenas às vésperas dos Jogos

Reuters

RIO DE JANEIRO - Menos de um mês após ter visto o sonho de disputar a Olimpíada desabar ao sofrer uma grave lesão no joelho, Juliana garante estar 100 por cento em forma para brigar pela medalha de ouro no vôlei de praia em Pequim, ao lado de Larissa.

Apesar de ter voltado esta semana a treinar em Fortaleza ao lado da parceira, com quem conquistou três títulos mundiais em 2005, 2006 e 2007, Juliana ainda não tem certeza se conseguirá disputar os Jogos Olímpicos do próximo mês.

A rotina de 16 horas diárias de recuperação colocou a jogadora em boas condições, mas a decisão final será tomada apenas às vésperas dos Jogos, que começam em 8 de agosto.

'Eu estou 100 por cento', disse Juliana em entrevista coletiva, na qual foram exibidos vídeos da recuperação da jogadora, em que ela aparece saltando, correndo e treinando com bola.

'Fui do céu ao inferno em 24 horas. Ver tudo que nós construímos nos últimos 4 anos desabar foi difícil. Tenho matado um leão a cada dia. Hoje a palavra da Juliana é superação', acrescentou a jogadora, de 25 anos, que também foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado.

Classificadas para os Jogos de Pequim como dupla número 3 do ranking olímpico, as atuais campeãs do mundo sofreram o maior susto da carreira no dia 18 de junho, quando Juliana caiu de mal jeito durante a etapa francesa do circuito mundial, em Paris, e machucou o joelho direito.

O rompimento do ligamento cruzado, a mesma contusão que afastou o atacante Ronaldo dos gramados por vários meses, é uma lesão que quase sempre obriga o atleta a ser operado. Mas Juliana, após consultar cinco médicos diferentes, optou por tentar a recuperação sem passar pela cirurgia, com a esperança de poder disputar a Olimpíada.

Se fosse operada, ela não teria tempo para voltar a jogar antes dos Jogos. A luta agora é para não sofrer nenhuma sequela da contusão até Pequim. 'A minha parceira oficial é a Juliana', afirmou Larissa, de 26 anos. 'No momento ela está apta e nós vamos disputar os Jogos Olímpicos. Mas nós sabemos da nossa responsabilidade, vamos ser honestas, se estiver bem, ela vai jogar, se não estiver bem, não vai', acrescentou.

De acordo com Larissa, a decisão sobre a participação de Juliana será tomada em conjunto pelas atletas, a comissão técnica da dupla e a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). As duas serão inscritas no torneio olímpico, mas é possível fazer a substituição, em caso de lesão, até a véspera da abertura da Olimpíada.

Apesar de se dizer totalmente recuperada, Juliana sabe que ainda sofre com certo desequilíbrio decorrente da contusão. Se for confirmada nos Jogos de Pequim, ela precisará jogar com uma joelheira de fibra de carbono, feita sob medida nos Estados Unidos para a jogadora.

Segundo o fisioterapeuta Jullius Queiroz, responsável pelo tratamento da dupla, a recuperação está tendo um bom resultado pela determinação da atleta. Entre os procedimentos, a cearense faz também exercícios na piscina e pilates.

Sobre a joelheira, que só passou a ser usada por Juliana nos treinamentos esta semana, ela afirmou que o incômodo será superado pela vontade de estar em Pequim. 'A joelheira não é o que eu queria, mas é o que me cabe, então é o que eu vou fazer', afirmou. 'O que me incomodaria seria ficar em casa vendo a Larissa jogar pela televisão.'


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