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Vôlei

08/07 - 15:21

Duplas brasileiras do volei de praia masculina treinam para a batalha final
Disputando a segunda vaga brasileira na Olimpíada, Márcio/Fábio Luiz e Pedro/Harley optaram por voltar ao Brasil 

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - De olho na preparação para a etapa de Marselha do Circuito Mundial programado para a semana que vem, é a última oportunidade para que as duplas somem pontos no ranking que define os atletas que lutarão pela medalha de ouro.

Campeões mundiais em 2005, Márcio e Fábio Luiz estão um passo à frente, pois possuem 4740 pontos, contra 4640 de Pedro Solberg e Harley - os números levam em conta os oito melhores resultados de cada parceria desde 1º de janeiro do ano passado.

Para carimbar o passaporte para a China, Pedro e Harley precisam vencer o torneio e torcer para que Márcio e Fábio Luiz não cheguem à decisão.

Pedro e Harley colocaram fogo na disputa pela vaga a partir desta temporada. Antes da abertura do atual calendário, a diferença era de 600 pontos. Foi caindo gradativamente, mas se estabilizou nas últimas etapas.

“Acho que a pressão pela vaga está exercendo influência no rendimento das equipes”, reconhece Renato França, técnico de Pedro Solberg e Harley. “Vamos treinar duro, porque os times estrangeiros estão muito fortes, especialmente os norte-americanos e os alemães”, ressaltou.

Um detalhe que pode ser importante na disputa pela última vaga é que alguns times já com presença assegurada em Pequim devem abrir mão da competição na França – entre eles, os norte-americanos Todd Rogers e Phil Dalhausser, que venceram o Grand Slam de Moscou, na última semana.

“Eles são muito frios. Jogam o primeiro jogo e a decisão de maneira absolutamente igual”, elogiou Harley, que treina com Pedro nas areias da praia de Ipanema. “No Brasil, talvez só mesmo Ricardo e Emanuel tenham a mesma postura”, completou França.

Nono colocado em Atenas-2004, quando atuava ao lado do sul-matogrossense Benjamin, o experiente Márcio também admite que o rendimento da dupla foi afetado pela expectativa da vaga olímpica. “Perdemos aquela tranqüilidade natural que caracterizava nosso jogo”, afirmou o jogador, cuja parceria está completando um ano – desde o Grand Slam de Berlim – afastado do degrau mais alto do pódio no Circuito Mundial.

“Além disso, a redução de nossa vantagem pode ser explicada: nossos resultados foram muito bons em 2007 e era mais difícil substituí-los. Não foi o que aconteceu com Pedro e Harley, que vieram bem nesta temporada e trocaram as colocações ruins do ano passado”, analisou o atleta, que se prepara em Fortaleza ao lado do parceiro.

A segunda vaga masculina é a única ainda indefinida no vôlei brasileiro. Ricardo e Emanuel garantiram a ida à China por antecipação, bem como Juliana/Larissa e Renata/Talita, além das seleções de quadra masculina e feminina - Juliana, porém, machucou seriamente o joelho direito e, se não se recuperar a tempo dos Jogos, pode ser obrigada a ceder seu lugar a outra atleta, que seria escolhida em conjunto por sua comissão técnica e pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).


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