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06/07 - 06:24

Brasil joga muito bem, bate China e avança no Grand Prix
Com uma atuação de gala, a seleção brasileira feminina de vôlei encerrou sua participação na primeira fase do Grand Prix com uma bela vitória por 3 sets a 0 diante da China. Até então invictas, as campeãs olímpicas não tiveram chance diante do melhor jogo da seleção verde-amarela na temporada e, em casa, caíram por 25/21, 25/17 e 25/20.

Gazeta Esportiva

Macau (China) - Com uma atuação de gala, a seleção brasileira feminina de vôlei encerrou sua participação na primeira fase do Grand Prix com uma bela vitória por 3 sets a 0 diante da China. Até então invictas, as campeãs olímpicas não tiveram nem chance diante do melhor jogo da seleção verde-amarela na temporada e, em casa, caíram por 25/21, 25/17 e 25/20.

O bom resultado, aliado à derrota dos Estados Unidos para a Itália por 3 a 0, garantiu às brasileiras a primeira colocação na fase classificatória. Agora, o Brasil segue para o Japão, onde luta pelo título entre os dias 9 e 13 de julho. Depois, o time volta ao país e Zé Roberto anuncia dois cortes no grupo, que atualmente conta com 14 jogadoras.

Depois de mais de um mês de treinamentos em Saquarema, litoral do Rio de Janeiro, amistosos contra os Estados Unidos, além de nove jogos no Grand Prix, o técnico José Roberto Guimarães parece ter chegado a uma excelente formação, com Mari e Jaqueline atuando como ponteiras, Fofão de levantadora, além de Thaísa e Walewska como centrais.

A equipe nacional atuou tão bem neste domingo, que Zé Roberto sequer precisou acionar uma das melhores atletas nas primeiras partidas brasileiras no Grand Prix: considerada titular do time, Fabiana só entrou na partida no final do terceiro set, na única vez que o treinador fez a inversão 5-1, colocando a levantadora reserva Carol Albuquerque no saque. Vale ressaltarainda que uma das principais jogadoras da equipe, Paula Pequeno, ficou fora das partidas em Macau por conta de um contusão no tornozelo esquerdo.

Se até então o passe era um dos grandes problemas da seleção brasileira, neste domingo este fundamento funcionou quase que perfeitamente. Quando a recepção não era das melhores, Fofão arruma a bola na armação das jogadas. Com grande eficiência no ataque, as ponteiras Mari e Jaqueline foram destaque, respectivamente com 13 e 12 pontos.

Por sua vez, a oposto Sheilla parece, de fato, estar voltando ao melhor de sua forma e se firma como a bola de segurança do Brasil: neste domingo, ela foi a maior pontuadora do duelo, com 18 acertos. Melhor jogadora do primeiro duelo entre Brasil e China, duas semanas atrás, quando as asiáticas venceram por 3 a 2, a central Zhao Ruirui teve uma atuação apagada e marcou apenas oito pontos.

Lutando por uma vaga na equipe ao lado de Fabiana e Carol Gattaz, Thaísa voltou a ser eficiente no bloqueio e tem grandes chances de estar entre as 12 atletas relacionadas para as Olimpíadas de Pequim. As falhas brasileiras neste domingo foram poucas e podem ser arrumadas com treinamento, caso de alguns erros de passe especialmente de Mari, que não é especialista na função.

As vice-campeãs mundiais também podem melhorar as jogadas em bolas de graça, pontos relativamente fáceis que o Brasil não aproveitou como poderia neste domingo. De qualquer forma, o time de Zé Roberto chega com a moral elevada para a disputa de uma taça já conquistada em seis oportunidades e anima a torcida às vésperas do torneio mais importante dos últimos quatro anos, as Olimpíadas de Pequim.

O jogo - Desde o começo do jogo neste domingo, o Brasil esteve quase que impecável. Atento, o bloqueio marcou as jogadas das chinesas, e os contra-ataques foram bem aproveitados. Os erros foram apenas três de saque. Sem problemas, a vitória veio fácil por 25 a 21, graças a um ataque de Sheilla.

No segundo set, o equilíbrio foi mantido até o placar em 7 a 7. Com um ataque de Jaqueline, porém, o Brasil fez o oitavo ponto e iniciou a arrancada para a vitória. O bloqueio, mais uma vez, foi o principal fundamento. Os contra-ataques continuaram funcionando com perfeição, e o saque, que havia dado três pontos às adversárias no set anterior, dificultou a recepção chinesa. Desta forma, um ataque de Mari selou a vitória por 25 a 17.

Um saque de Sheilla e outro de Mari calaram de vez a torcida chinesa no final do terceiro set, e os gritos da pequena torcida brasileira ecoaram mais alto, assim como o jogo da seleção brasileira. Os ataques foram indefensáveis para a China, e o bloqueio, mais uma vez, decisivo.

Com a recepção rival em pane, o Brasil chegou a abrir 18 a 13. As chinesas então tentaram forçar o saque e chegaram a 18 a 15, mas pararam por aí. Com direito a um ace com a bola caindo na frente da líbero asiática, as brasileiras se encaminharam de vez para a vitória, que ficou ainda mais perto com dois pontos seguidos de Mari. As donas da casa ainda salvaram o primeiro match point, mas na sequência Jaqueline fechou o set e o duelo em 25 a 20.


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