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Vôlei

21/06 - 10:30

Longe do melhor, Brasil vence Alemanha por 3 a 1

Em intensa preparação para as Olimpíadas de Pequim, a seleção brasileira feminina de vôlei voltou a mostrar muitas falhas em sua segunda partida na disputa do Grand Prix.

Gazeta Esportiva

Porém, assim como na estréia contra a Tailândia, a equipe de José Roberto Guimarães soube crescer nos momentos certos, teve muita vontade e venceu a Alemanha na manhã deste sábado por 3 a 1, parciais de 15/25, 25/23, 25/20 e 30/28.

O destaque da partida realizada na cidade chinesa de Ningbo foi a central Fabiana. Apesar de não ter marcado muitos pontos (14), ela foi fundamental em momentos decisivos, como quando a Alemanha ameaçou uma recuperação perigosa na metade do segundo set e no final do terceiro. Apesar de não conseguir virar tantas bolas quanto poderia, Sheilla também foi importante para a vitória, com 17 acertos.

O Brasil volta à quadra neste domingo, a partir das 6 horas (horário de Brasília) quando enfrentará a China, que além de dona da casa é a atual campeã olímpica. Será um bom teste para o time verde-amarelo, que até a terceira semana do Grand Prix terá que se virar sem a referência e capitã Fofão, considerada uma das melhores levantadoras do mundo.

A falta de Fofão, aliás, se fez sentir logo nos primeiros minutos do duelo deste sábado. Com uma recepção horrenda do time, Carol Albuquerque não tinha a bola na mão para armar os ataques e distribuia a bola muito mal para as companheiras de equipe. Zé então chegou a tirar Paula Pequeno e Jaqueline de quadra, colocando Sassá e Mari. A alteração não deu certo e o Brasil foi simplesmente massacrado no primeiro set: 25 a 15.

Aos poucos, entretanto, as líderes do ranking mundial foram melhorando. Se ainda falta muito ritmo e entrosamento, sobrou garra e vontade. Zé voltou com Paula e Jaqueline em quadra e, mais tranquilas, elas passaram a forçar erros das rivais. O saque também começou a entrar e o Brasil conseguiu fechar as duas etapas seguintes.

Entretanto, estes dois sets apresentaram um problema que ficou ainda mais evidente no quarto set: a falta de concentração do time verde-amarelo para administrar grandes vantagens. Quando tinha 17 a 12 na última etapa, as brasileiras permitiram a reação das rivais. Com a possibilidade de virada, Zé Roberto pediu tempo e chamou a atenção das jogaras, que salvam bolas quase impossíveis até conseguirem finalmente fechar a partida em 30 a 28 no quarto set, com uma isolada de bola de Kozuch.

O jogo - A partida deste sábado começou com saque da Alemanha, que logo fez o primeiro ponto do duelo com um bloqueio em cima de Jaqueline. A resposta veio logo na sequência, com Fabiana parando o ataque das européias. Porém, a perspectiva de igualdade dada por estes dois lances não demorou a ruir especialmente por conta da péssima recepção brasileiro ao serviço forçados rivais.

Com grande dificuldade de virar seus ataques, o Brasil logo estava com três pontos de desvantagem. Zé Roberto então fez a primeira alteração no time, colocando Mari no lugar de Jaqueline quando o placar estava em 11 a 07. O time brasileiro deu a impressão de iniciar uma reação, quando a substituta se uniu a Fabiana para conseguiu um belo bloqueio: 12 a 09.

O problema é que, por conta das características das duas ponteiras brasileiras em quadra (Mari e Paula Pequeno), a recepção verde-amarela ficou ainda mais prejudicada, fator agravado pela grande atuação da líbero Kerstin Tzscherlich. Com a bola chegando quebrada a todo momento, Carol Albuquerque não conseguia fazer milagres e distribuia as bolas de forma ruim.

Quando o placar chegou a 18 a 13, Zé Roberto tirou Paula Pequeno e colocou Sassá para melhorar o passe, mas a ex-jogadora do Rexona não entrou bem no jogo e não ameaçava sequer no saque, um de seus melhores fundamentos. Com o Brasil apático, as alemãs caminharam tranquilamente para fechar o set com um bloqueio no meio da rede em cima de Sheilla.

A pausa fez bem para as vice-campeãs mundiais, que voltaram à quadra com Jaqueline e Paula no lugar de Mari e Sassá. Mais tranquilo, o time brasileiro deixou de tentar passar a bola para o outro lado da quadra a todo custo, optando alternativas como explorar o bloqueio adversário. O time então cresceu em quadra e chegou aos 07 a 03 com um belo ataque na diagonal de Paula Pequeno.

Apesar do bom momento no jogo, Zé Roberto continuava cobrando suas comandadas especialmente por conta da recepção e mostrou uma incomum irritação na primeira parada técnica. A bronca teve efeito e com dois pontos seguidos o Brasil abriu 10 a 05. Até mesmo Carol Albuquerque ganhou confiança a ponto de fazer um ponto de segunda, com um belo toque de mão esquerda que surpreendeu a defesa da Alemanha.

A recepção, porém, deixava a desejar e a Alemanha chegou a dimuir o placar para perigosos 11 a 09 depois de um toque na rede de Jaqueline. Foi aí que apareceu o talento de Fabiana, que encaixou dois bloqueios seguidos em cima de Kozuch Margareta, melhor jogadora da partida, e fez 14 a 09.

Quando tudo parecia tranquilo, a recepção brasileira permitiu que as alemãs chegassem em 19 a 18. Zé então colocou Mari em quadra novamente, apostando tudo no ataque. Quem brilhou, entretanto, foi Sheilla, que fez dois pontos seguidos, diferença que seria decisiva no final da etapa: 25 a 23.

Com o empate em números de set, as duas equipes passaram a trocar pontos na terceira etapa, com pequena vantagem para a Alemanha, que chegou aos 07 a 05. Apagada no jogo, Walewska  apareceu com uma bela jogada que culminou no sexto ponto do Brasil, mas as rivais responderam logo na sequência em nova falha do bloqueio verde-amarelo.

Mesmo tecnicamente inferior, a Alemanha estava muito vibrando em quadra e foi buscar um resultado que chegou a ser de 20 a 15. Com direito a ace da capitã Cornelia Dumler, o time chegou aos 19-21, mas Fabiana chamou a responsabilidade para si e com um ataque e dois bons saques que quebraram a recepção européia foram fundamentais para que o placar fosse fechado em 25 a 20.

Apesar de ainda estar longe do ideal, o paredão brasileiro passou a aparecer mais no jogo: e a virada veio com Fabiana, a melhor brasileira em quadra. O time cresceu em quadra e abriu quatro pontos com bela cortada de Jaqueline: 12 a 08. No lugar de Paula Pequeno, Mari até que se esforçava, mas não conseguia virar muitas bolas.

Zé então colocou Sassá em quadra e a ponteira foi bem na defesa que resultou o 17º ponto do Brasil. Porém, o time não conseguiu manter o bom nível e passou a errar demais. Em um dos lances, por exemplo, Carol errou uma bola de tempo com Fabiana, proporcionando um ponto para as rivais, que conseguiram um set point quando Mari ficou no bloqueio de Ssuschke.

Na jogada seguinte, Carol mostrou muita coragem ao mandar a bola mais uma vez na mesma posição para Mari, que novamente jogou no bloqueio. Desta vez, porém, a bola chorou e caiu no chão adversário, salvando o set.

Depois, Fabi foi decisiva ao defender outra bola na qual Mari foi bloqueada: 26 a 26. Com uma bela china, Walewska virou para 28 a 27. Só que a Alemanha igualou novamente com belo ponto de segunda da Alemanha. Jaqueline então marcou por cima do bloqueio duplo e Kozuch isolou a bola, permitindo a vitória do Brasil por 30 a 28.


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