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Vôlei

19/06 - 15:02

Com reservas, Brasil encara a França em Paris
Atuando apenas com os reservas - a equipe titular permanece treinando em Saquarema, no Rio de Janeiro, de olho nas Olimpíadas de Pequim -, a seleção brasileira masculina de vôlei faz suas duas primeiras partidas fora de casa válidas pela Liga Mundial 2008. Os duelos serão contra a França em Paris e a primeira partida está marcada para as 15h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira.

Gazeta Esportiva

Brasileiros, que lutam pelo oitavo título da Liga Mundial, e franceses, que têm no vice-campeonato de 2006 seu melhor resultado, somam quatro pontos na chave, mas os europeus, que superaram a Venezuela duas vezes na primeira rodada, levam vantagem no ponto average (divisão dos pontos conquistados pelos pontos sofridos) - no último final de semana, o time de Bernardinho derrotou a Sérvia duas vezes no tie-break em São Paulo.

E o próprio Bernardinho admite que o time que enfrentará os franceses ainda não está em seu melhor. “Sinto o grupo um pouco cansado pela viagem, ainda com os reflexos lentos. Contra um time como a França, isso é extremamente perigoso”, reconhece o técnico. “Faremos de tudo para vencer, mas não esquecendo do nosso planejamento, que neste final de semana é dar oportunidades a todos os jogadores”, avisa.

Como os principais jogadores estão no Brasil, Bernardinho escolheu o central André Heller, de 32 anos, como capitão da equipe contra a França. O posto normalmente é ocupado por Giba, mas como o atacante se machucou durante o treino, Gustavo ficou com a missão de ser o líder da equipe durante os dois jogos iniciais na Liga.

“É um jogador que está conosco há muito tempo e conhece bem o processo. É bem experiente e uma pessoa séria. Ao longo destes anos, tivemos vários líderes, não só os capitães, e o André sempre foi um deles”, justificou Bernardinho. Por sua vez, o novo capitão brasileiro garante que não mudará sua postura na quadra, mas confessa que se sente orgulhoso pela nova função.

“Se ele me escolheu para ser o capitão, é sinal que não preciso mudar meu comportamento e que não tenho que fazer nada diferente do que sempre fiz. Fico muito contente pela confiança e pela oportunidade de ajudar de mais uma maneira”, analisa André, que alerta a equipe para os perigos que terá pela frente nos duelos com os franceses. “Serão partidas difíceis. Este grupo precisa de mais treinos junto. É normal que tenhamos dificuldades. A França tem uma boa equipe. Para vencê-los, teremos que cometer o menor número de erros possível”, discursou.

Considerando-se apenas o retrospecto, o favoritismo para o confronto é brasileiro: são 27 vitórias e apenas 10 derrotas. Brasil e França decidiram a Liga Mundial uma vez, em 2006, e o Brasil venceu de virada por 3 sets a 2, em Moscou, na Rússia. O levantador Bruno, porém, lembra das dificultados que o time verde-amarela tem encontrado diante dos franceses nas últimas temporadas.“A França tem sido uma pedra no nosso sapato nos últimos anos. Eles jogam em alta velocidade, com bom volume de jogo e erram muito pouco. Quando nos enfrentam, os franceses crescem”, avalia.

Na partida desta sexta-feira, o líbero Alan fará sua estréia na Liga Mundial 2008. O jogador se mostra pronto para a responsabilidade de defender a quadra brasileira diante dos franceses. “Estou preparado. Treinamos forte em Saquarema e nesta temporada vim com bom ritmo do Campeonato Russo. Já conheço melhor o jeito de jogar dos europeus. Toda estréia cria uma certa expectativa, mas na hora que a partida começar estarei tranqüilo. Estamos com um grupo que fez poucos jogos juntos, então a tendência é que tenhamos dificuldades no começo, mas no decorrer da partida vamos nos acertando”, revela o líbero brasileiro.

Maior pontuador da segunda partida contra a Sérvia, com 23 acertos, o ponteiro Samuel reconhece que ainda precisa evoluir. “Espero melhorar a cada jogo. Ainda tenho muito o que crescer, especialmente na defesa e na recepção. Sei que preciso evoluir nestes fundamentos e estou me concentrando nisso. O time francês tem qualidade. Nos enfrentamos bastante nos últimos anos, mas eles trocaram algumas peças, que ainda não conhecemos bem. Temos que estar sempre atentos com eles”, observa.

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