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Vôlei

15/06 - 14:03

Nalbert comemora volta da confiança
A atuação não foi das melhores, mas a vibração voltou a ser a mesma dos velhos tempos. Depois de passar os últimos meses em um complicado processo de recuperação de uma cirurgia no ombro direito, além de problemas na coxa, o veterano Nalbert saiu de quadra neste domingo revigorado.

Gazeta Esportiva

Responsável por oito pontos no segundo duelo contra a Sérvia, inclusive aquele que fechou o quarto set, o carioca confessou que está mais animado do que nunca com a possibilidade de integrar o grupo que vai às Olimpíadas de Pequim.

“Confiança é tudo. Eu sabia que, fazendo os treinos que temos feito e estando ao lado do melhor time e da melhor comissão técnica do mundo, eu poderia voltar a ter uma boa condição física para poder ser muito útil na seleção brasileira. Isso está acontecendo agora e minha confiança aumenta demais”, comentou o jogador, que não atuava pela seleção desde junho do ano passado - ele foi relacionado para a estréia do Brasil na Liga Mundial, neste sábado, mas ficou o tempo todo no banco.

Nalbert sofreu um estiramento na coxa esquerda durante a disputa da Liga Mundial de 2007 e não recuperou-se a tempo de disputar os Jogos Pan-americanos. No segundo semestre, teve que se submeter a uma cirurgia no ombro direito e só voltar a atuar em fevereiro deste ano, atuando pelo Minas. No time de Belo Horizonte apresentou desempenho irregular, chegou a perder a vaga de titular, mas mesmo assim ganhou um voto de confiança do técnico Bernardinho para tentar um lugar nas Olimpíadas.

“Tudo é uma transformação. Hoje eu não tenho o mesmo vigor físico, mas a bagagem conta muito. É aquela coisa de dar um tapinha aqui, uma força ali, uma bronca... O Brasil é o que é no vôlei porque mescla experiência com muita juventude e vigor físico”, analisou o atleta, de 34 anos, que disse não ter sentido nenhum tipo de incômodo físico neste domingo. “Foi dor zero mesmo. Parece que estou novinho em folha”, garantiu.

Entretanto, ao ser questionado diretamente sobre a vaga em Pequim, Nalbert preferiu ser político. “Depois de um 2007 cheio de problemas, eu só penso em treinar bem a cada dia. A gente nem pensa nessa história de jogador disputar posição. O importante é que cada um esteja em seu melhor e aí fica a critério do “patrão” decidir”, brincou.

Mesmo com todos os problemas físicos, Nalbert não teve nenhum receio de fazer movimentos bruscos com o ombro ou se jogar com tudo na quadra para pegar a bola em sua volta à seleção. “Medo não é uma palavra que faz parte do meu vocabulário. Lógico que tem a idade, o tempo passa para todos, mas eu tento administrar certos esforços a mais. Estou muito contente mesmo”, finalizou o jogador, que na terça-feira embarca para a França, onde no próximo final de semana enfrenta os donos da casa pela Liga Mundial.

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