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Vôlei

15/06 - 15:43

Bernardo explica: colocou reservas para vê-los reagir à pressão
Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho explicou após a vitória sobre a Sérvia neste domingo o motivo de ter colocado a equipe reserva em quadra. De acordo com o treinador, esta era uma boa chance de ver como os jogadores que disputam vaga em Pequim reagiriam à pressão de ter que vencer uma forte equipe atuando no Brasil, onde a expectativa é sempre por vitória.

Gazeta Esportiva

“É importante testar este time novo em momentos de extrema pressão, especialmente o Samuel e o Bruno, que ainda não têm tanta vivência na seleção principal. É positivo saber vivênciar isto”, comentou o técnico. “Ninguém gosta de perder menos que eu, mas eu arrisquei colocar os caras para poder vê-los jogarem. É importante colocar os caras na fogueira. Eu preciso ver como vamos reagir com a torcida gritando Ricardinho na arquibancada, por exemplo”, emendou o treinador, que fez uma pequena confusão: quando Bruninho errou uma jogada no quarto set, parte da torcida no Ibirapuera chamou por Marcelinho, que estava no banco de reservas.

Isso não significa, porém, que Bernardinho estava muito disposto a engolir uma derrota. O Brasil já ter a classificação para a fase final da Liga Mundial assegurada, devido ao fato de o Rio de Janeiro sediar os jogos finais na luta pelo título. “Essa obrigação de não vencer é relativa, pois se você não ganha começa a ouvir um monte de bobagens. Eu não me importo com a pressão de ter perdido jogos, mas os jogadores podem sentir. Se perde com o Bruno em quadra, é porque ele é meu filho e por aí vai...”, observou.

A fase de testes na seleção brasileira continua nas próximas duas semanas. Isto porque a comissão-técnica optou por não levar Giba, Dante, Marcelinho, Gustavo, Escadinha e André Nascimento para a disputa dos jogos contra França e Venezuela fora de casa. Ainda em processo de recuperação de uma grave lesão no joelho, Rodrigão tambpem fica em Saquarema. “Os resultados vão ser difíceis de serem alcançados, até porque os reservas ainda não estão muito entrosados”, avisou.

Bernadinho explicou que o desempenho nas próximas quatro partidas terá um grande importância na resolução das dúvidas que possui com relação ao grupo que vai estar em Pequim. “Essa viagem para o Nalbert, por exemplo, vai ser decisiva na luta dele pela vaga. Também quero ver o Samuel, que ainda não está 100% por causa de uma lesão no ombro. Acredito também que o Marlon brigará por posição com o Bruninho”, destacou o técnico.

O treinador também falou sobre o fato de ter chamado para a Liga Mundial Manius e Marlon, atletas com mais de 30 anos e que, em nenhum momento do ciclo olímpico figuraram nos planos de Bernardinho. Atleta do time italiano Cueno na última temporada, Marlon nunca tinha sido chamado para defender a equipe nacional, enquanto Manius, que jogou no mesmo clube do companheiro, não era convocado desde que Radamés Lattari era o técnico da equipe verde-amarela.

“Há três meses das Olimpíadas, eu precisava de atletas com rodagem. Os dois podem não ter experiência de seleção, mas, tirando Maurício, Ricardinho e Marcelinho, qual outro levantador brasileiro tem experiência internacional? Só o Marlon, que tem passagens no Brasil, no Japão, na Itália... O Manius eu chamei pelo mesmo motivo, pois não temos ainda nenhum ponteiro-passador na Superliga em condições de seleção. E ele é um cara com capacidade técnica e rodagem internacional. O momento é de ver quem pode me dar algo em um momento de necessidade e não olhar a carteira de identidade”, justificou.

Os titulares da equipe voltam apenas para as partidas contra a Sérvia fora de casa, mas a provável falta de ritmo neste duelos não preocupam Bernardinho. “Ou eu prefiro dar ritmo aos titulares agora e eles chegam fisicamente esgotados na fase que interessa ou faço um trabalho fisico e técnico pensando nas Olimpíadas. São as decisões que tenho que tomar”, comentou o técnico.

Capitão do Brasil na ausência de Giba, Gustavo acredita que a falta de ritmo com a qual os titulares continuarão sofrendo por pemanecerem no Brasil, terá um lado positivo. “Vai ser bom para a parte técnica e individual. Vamos ver quais foram os erros destes jogos e saber o que precisamos melhorar”, acredita.

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