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Vôlei

14/06 - 15:09

Bernardinho avisa: por Pequim, abre mão de recorde de títulos
Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho mandou um recado após a suada vitória do Brasil contra o time misto da Sérvia, na estréia da Liga Mundial. Apesar das finais da competição serem no próximo mês, o treinador deixou claro que, se for preciso perder a disputa por conta do bom andamento da preparação para as Olimpíadas de Pequim, ele vai fazê-lo.

Gazeta Esportiva

“Se a gente tiver que perder algum resultado neste momento por conta da preparação, temos que pagar por isso, afinal tentaremos chegar nas Olimpíadas da melhor forma possível”, destacou Bernardinho, que ignora até mesmo o fato de o time verde-amarelo estar há apenas um título de igualar o recorde oito taças obtido pela Itália.

“Sinceramente, isto não me importa. É bacana a imprensa saber, mas para nós é irrelevante. A geração italiana que conseguiu isso merece todo o nosso respeito, porém, por mais que isso seja contra a minha natureza, que é evitar a derrota a todo custo, tenho que testar o que precisa ser testado”, afirmou.

Bermardino citou como exemplo as derrotas da Itália sobre Cuba e Egito sobre Polônia nestes primeiros jogos da Liga Mundial. “São resultados irrelevantes porque Itália e Polônia vem da disputa dos Pré-Olímpicos, uma competição exigente até no ponto de vista emocional. Eles derem um gás para ganhar a vaga e é natural que estejam em um momento de reiniciar a preparação para os Jogos. Enquanto isso, a Liga Mundial é a competição mais importante do ano para Cuba e o Egito ainda é franco-atirador”, avaliou.

Apesar da declaração, o técnico disse acreditar que os resultados da Liga Mundial, especialmente da fase final da disputa, possam servir como parâmetro para o que os atletas vão encontrar nas Olimpíadas. “Não tem como você chegar nas Olimpíadas sem testar nada na Liga. Você pode não fazer a jogada preparada no treino em todos os jogos, mas vai tentar ganhar”, afirmou.

Uma das personalidades mais badaladas do país, Bernardinho não nega que já esteja se sentindo muito pressionado na busca pela sua segunda medalha de ouro e, o fato de jogar no Brasil, só aumentar este aspecto. “Estar no Brasil é sempre muito complicado, pois se você vai a pé para o hotel, que é cinco minutos, ouvirá todo mundo falando em ouro, ouro... depois, se você não ganhar medalha, o cara passa com o carro por cima de você”, destacou.

A solução? Ser “chato”. “Acabo tendo que fazer o papel do antipático. Por exemplo, fechando o treino para que eu possa trabalhar com mais intimidade com os jogadores”, explicou Bernardinho, tentando ver um lado positivo. “Como é uma cobrança maior jogar no Brasil, é um interessante teste de pressão. E você não consegue nada disto somente treinando”, destacou.

Para a temporada 2008, Bernardinho determinou que a base da equipe, formada pelos campeões em Atenas-2004, não viajará à França e à Venezuela, encarando apenas a Sérvia na Europa - nestas partidas, atuarão apenas os atletas que estão sendo preparados para o próximo ciclo olímpico, além do veterano Nalbert.

“Espero que estes jogadores confirmem o que vêm fazendo em seus clubes e na seleção tenham um algo mais. E isso é algo que vem acontecendo nos últimos anos com nossos atletas, mesmo os mais velhos: em 2003, por exemplo, ninguém esperava que o Giovane fosse um dos melhores do mundo, enquanto até pouco antes das Olimpíadas de Atenas, o Giba era reserva e ganhou uma chance porque o Giovane se machucou”, lembrou.

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