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Vôlei

12/06 - 12:55

Heller volta ao Brasil. Escadinha, Dante e Nalbert indefinidos.
Mesmo com os times praticamente fechados para a temporada 2008/2009, o mercado do vôlei brasileiro ainda reserva espaço para algumas contratações de peso.

Gazeta Esportiva

Jogador da seleção brasileira masculina, o central André Heller fechou com o time do Vivo/Minas e estará de volta ao país após as Olimpíadas de Pequim.

Ex-jogador do Modena, da Itália, André chega ao clube de Belo Horizonte para ocupar o espaço deixado por Jardel, que reinscidiu seu contrato depois de divergências com o técnico Mauro Grasso e foi para a Ulbra/UpTime/Suzano. No Minas, ele jogará ao lado do xará e companheiro de seleção brasileira André Nascimento.

Dentre os jogadores campeões pan-americanos no ano passado, André é o quarto a deixar o exterior para jogar no país depois dos Jogos Olímpicos, seguindo os passos do levantador Marcelinho, do atacante Samuel, além do próprio Nascimento. Presença constante na seleção, Anderson já havia voltado em 2007 e apenas trocou a Ulbra pela Tigre/Unisul/Joinville.

No feminino, o destaque fica para os retornos de Mari, Sheilla e Fofão, repatriadas pelo São Caetano/Blausiegel, além de Carol Gattaz, que vai defender o Rexona/Ades. “Eu adoro a Itália, então não tinha na minha cabeça voltar ou não voltar. Meu contrato tinha acabado e eu estava estudando algumas propostas e a do projeto do Minas foi muito legal. E isso acabou unido o útil ao agradável: estou no meu país, perto da família e em um clube super sério, que combina comigo”, comentou Heller.

Mais retornos? - Entre os jogadores de confiança de Bernardinho, três ainda estão com situação indefinida para depois dos Jogos Olímpicos: o líbero Escadinha e os ponteiros Dante e Nalbert ainda não sabem quais cores irão defender quando a próxima temporada de clubes começar.

Destes, apenas Dante não deve jogar no país. Apesar de ainda ter contrato em vigor com o Piacenza, Escadinha tenta a liberação junto ao vice-campeão italiano. “Meu empresário ainda está negociando a multa rescisória. Está uma novela...”, brincou o jogador, que deu uma dica. “Eu já estou praticamente certo com um time, mas não posso falar qual é para eu não ter problemas com os italianos”, justificou.

Porém, dentre os grandes times do vôlei brasileiro, apenas o Santander/São Bernardo ainda não tem um líbero titular confirmado - o clube, que já admitiu interesse no jogador, tem a vantagem de estar localizado perto da família do jogador, oriundo de Pirituba, bairro da capital paulista.

Contrariando o movimento, o ponteiro Dante admitiu que teve duas excelentes propostas de clubes brasileiros, mas vai permanecer no exterior - ele tem contrato com os gregos do Panathinaikos, time que defende desde a última Olimpíada, mas pode fechar com o Dínamo de Moscou, atual campeão russo.

“Eu queria muito voltar, mas ainda está complicado. É muito cedo para mudar”, justificou o atleta, que desde que foi jogar na Grécia teve a companhia do levantador Marcelinho, repatriado agora por Joinville - outro brasileiro do time, Roberto Minuzzi acertou com a Ulbra. “Tenho proposta da Rússia, mas hoje vai haver uma reunião chave no Panathinaikos para ver se vão me liberar ou não. Fiquei meio órfão com a volta dos dois. Vamos esperar para ver o que acontece”, brincou Dante.

Único campeão mundial nas três categorias (infanto-juvenil, juvenil e adulto), Nalbert demonstra bastante tranquilidade ao falar sobre o futuro, ainda indefinido. “Eu interrompi até as negociações com alguns clubes que me procuraram porque eu queria ver a minha real condição física, porque venho de um ano muito difícil (além de uma cirurgia no ombro direito, o jogador sofreu com problemas na coxa direita na fase final da Superliga)”, justificou o atleta.

Apesar de a maior parte dos elencos para a próxima temporada estarem sendo definidos, Nalbert não teme ficar sem emprego. “Sempre sobra um espaço ou outro e agora treinando bem na seleção, fazendo um trabalho de alta qualidade, especialmente na parte física, eu estou me sentindo muito confiante e em breve devo resolver isso”, explicou o atleta, negando os boatos de que estaria ajudando a montar um time masculino no Rio de Janeiro em parceria com o Flamengo.

“Minha vontade era fazer um time no Rio, porque é inadmissível não ter uma equipe de vôlei masculino lá: existe estrutura, as finais da Superliga lotaram o Maracanãzinho... só que falta a iniciativa de alguém. No ano passado quase saiu, pois o meu patrocinador do tempo do vôlei de praia iria para a quadra, mas não deu certo. Da minha parte, não existiu nenhum contato com o Flamengo esse ano. Infelizmente, porque seria um sonho eu encerrar minha carreira no clube em que eu comecei e torço”, admitiu.


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