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07/06 - 09:58, atualizada às 12:13 07/06

Falante, Mari admite: não havia merecimento em 2004
Responsável por perder dois dos cinco match points desperdiçados no fatídico quarto set na semifinal olímpica entre Brasil e Rússia quase quatro anos atrás, a atacante Mari está diferente. Apesar de nunca ter fugido das perguntas sobre o tema, a atleta está bem mais falante agora.

Gazeta Esportiva

Tanto que fez uma análise da disputa de Atenas-2004 e chegou à conclusão de que não havia merecimento para aquele grupo.

“O time de 2004 não tem nada a ver com o atual grupo, pois lá foi tipo um catado: pegaram todas as jogadoras, treinamos três meses e fomos jogar uma Olimpíada. Você treinar só este tempo, sem sacrifício, não é merecimento. E a gente pagou por isso” resumiu a oposto/ponteira, que vê uma situação bem diferente agora. “Foram quatro anos deixando tudo o que gostamos para treinar e jogar as Olimpíadas. Essa é a nossa força. Passamos por tanta coisa nesses anos que temos uma força muito maior que em 2004”, destacou.

Campeã italiana pelo Pesaro, a atacante insinuou que se sente mais à vontade na atual seleção que há quatro anos. “Agora sabemos o que a gente pode fazer o que não pode, o que pode ou não falar... A convivência de quatro anos faz a gente aprender muito e dentro de quadra o espírito do grupo muda”, revelou.

Porém, nem tudo foi flores para Mari neste ciclo olímpico. Antes da disputa do Grand Prix no ano passado, a comissão-técnica da seleção brasileira a cortou do grupo sob a alegação de problemas técnicos, mas comenta-se nos bastidores que a real causa do afastamento foi indisciplina. Por sua vez, a jogadora diz não saber qual o motivo que levou ao ocorrido, mas garante uma coisa: aprendeu muito desde então.

“Esses quatro anos também tiveram coisas ruins, mas eu colhi como frutos bons disso. Eu não tenho nenhum problema com o Zé, a gente se dá super bem e ele me trata como se fosse uma filha dele. O corte fortaleceu nossa relação. A seleção também ficou mais forte porque no ano passado vocês viram o pepino que deu, com o time não ganhando nada. A equipe estava realmente dispersa. Esse ano vai ser diferente, pois sinto um clima para isso”, explicou a jogadora. “Ninguém aprende de graça, você tem que tomar porrada para aprender, dar a cara para bater e foi o que a gente fez”, acredita.

Sincera, Mari ainda admitiu que não estava bem para a disputa da Copa do Mundo, no final de 2007, quando, sem ela, a seleção feminina assegurou vaga nas Olimpíadas com a segunda colocação. “Naquela época, acho que eu realmente não estava me sentindo bem não só com o Zé Roberto, mas com o grupo, com o fato de ter que viajar, se preparar... Depois que fiquei na Itália, conheci outras pessoas, minha cabeça mudou”, analisou.

Uma das atletas mais versáteis da seleção, com capacidade para jogar tanto como ponteira, oposta ou meio, Mari também admite que o fato de o treinador da seleção feminina ter trabalhado como diretor-técnico do Pesaro na última temporada. “Se o Zé não tivesse lá, talvez teria demorado mais para falar com ele. Mais ou menos no final do ano, o Zé foi algumas vezes para lá e eu senti que não havia mais nenhum problema entre nós. O caminho estava livre, aberto para conversar e foi ali que eu vi que estava pronta para voltar”, destacou.

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